Mesmo com avanço de mais de 16% do IFIX em 2025 e sucessivas máximas históricas, a XP recomenda atenção a quatro fundos imobiliários que continuam negociados abaixo do valor patrimonial.
Em relatório assinado pelos analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar, a corretora destaca que o índice opera hoje com relação preço/valor patrimonial (VM/VP) de 0,89, o que representa deságio de 11%. Segundo o documento, a desvalorização persiste apesar de anos de revisões negativas e marcação a mercado que comprimiram os valores patrimoniais dos fundos.
A XP aponta diferenças entre os tipos de carteira:
Os analistas elencam quatro veículos considerados atrativos:
LVBI11 (VBI Logístico) – Negocia a 0,93 vez o valor patrimonial, com potencial de alta estimado em 13%, sustentado por fundamentos operacionais considerados sólidos.
HFOF11 (Hedge TOP FOFII 3) – VM/VP de 0,82, equivalente a deságio de 18,4%. O fundo distribui dividendos próximos de 10,8% ao ano.
Imagem: infomoney.com.br
MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários) – Perfil defensivo, dividend yield anualizado em torno de 13,9% e rentabilidade implícita de IPCA + 11,50% ao ano; negocia com desconto de 7,3% sobre o patrimônio.
CPTS11 (Capitânia Securities II) – Um dos mais descontados da lista, cotado a 0,83 vez o valor patrimonial, com rentabilidade implícita líquida próxima de IPCA + 11,6% ao ano.
Mesmo diante de cenário de juros elevados, risco de tributação e incertezas macroeconômicas, a XP ressalta que os deságios atuais podem abrir espaço para ganhos adicionais, sobretudo em fundos com ativos de qualidade e histórico de distribuição de rendimentos.