Conselho do BRB decide atuar como assistente de acusação contra o Banco Master

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Brasília – O Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB) aprovou nesta sexta-feira (28) solicitação à Justiça para que a instituição passe a atuar como assistente de acusação no processo que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

De acordo com o BRB, a deliberação foi tomada em reunião extraordinária do colegiado. A ata ainda não foi divulgada, mas a decisão foi confirmada pelo banco.

Da compra à acusação

Em março, o mesmo Conselho havia autorizado a aquisição de 58% das ações do Master. O negócio, porém, foi barrado pelo Banco Central (BC) em setembro. Com a nova postura, o BRB deixa a condição de potencial comprador para a de parte auxiliar da acusação.

Investigações

BC, Ministério Público Federal e Polícia Federal afirmam que o Master teria fabricado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado ao BRB. Segundo os investigadores, a tentativa de compra serviria para encobrir a operação e socorrer a instituição de Vorcaro.

O BRB declarou que é credor na liquidação extrajudicial do Master e reforçou que seus controles internos permanecem “robustos”. A instituição acrescentou que a substituição de carteiras e a inclusão de garantias, previstas em contrato, foram comunicadas e acompanhadas pelo BC.

Operação Compliance Zero

A investigação resultou, em 18 deste mês, na liquidação do Banco Master, na prisão de Vorcaro e no afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

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Imagem: redir.folha.com.br

Nesta sexta (28), a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu liminar em habeas corpus que determinou a soltura de Vorcaro e dos demais investigados.

Nova gestão

Na quarta-feira (26), Nelson Souza assumiu a presidência do BRB após receber aval do Banco Central. Ele também foi submetido a sabatina e aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, já que o governo local é o maior acionista do banco.

Não há, até o momento, data definida para o julgamento do pedido para que o BRB ingresse formalmente no processo como assistente de acusação.

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