Ibovespa inicia 2026 em baixa puxado por Petrobras e Vale; dólar tem queda de 1,16%

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São Paulo, 2 de janeiro de 2026 – O Ibovespa abriu o novo ano no campo negativo. No primeiro pregão de 2026, o principal índice da B3 recuou 0,36% e fechou aos 160.538,69 pontos, em sessão marcada por liquidez reduzida, ajuste de carteiras e fraqueza das commodities.

No câmbio, o dólar à vista caiu 1,16%, encerrando a R$ 5,4256. Na semana, a moeda acumulou desvalorização de 2,15%, enquanto o Ibovespa também somou perda semanal de 0,36%.

Fatores internos

Sem indicadores econômicos relevantes na agenda doméstica, investidores focaram em notícias corporativas. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu inspeção para analisar documentos sobre a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

O mercado também aguarda o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, que será divulgado em 9 de janeiro e servirá de referência para a política monetária.

Desempenho das ações

Entre as companhias do índice, papéis considerados cíclicos lideraram os ganhos, favorecidos pela queda dos juros futuros e pelo dólar mais fraco.

  • GPA (PCAR3) avançou após a Bonsucex, juntamente com o acionista Silvio Tini de Araújo, elevar participação para 10,314% na rede.
  • SLC Agrícola (SLCE3) subiu na esteira do aumento de capital de R$ 914,2 milhões via bonificação de ações, com os papéis passando a negociar ex-direitos neste pregão.

Por outro lado, as gigantes Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) recuaram acompanhando a queda das commodities. O petróleo Brent cedeu 0,16% e fechou a US$ 60,75 o barril em Londres, enquanto o contrato de minério de ferro para maio, na bolsa de Dalian, perdeu 0,57% para 789,50 yuans (US$ 109,76) a tonelada.

A maior baixa do dia ficou com Minerva (BEEF3), que despencou mais de 6% após a China anunciar tarifa adicional de 55% para importações de carne bovina acima das cotas, medida que atinge fornecedores como Brasil, Austrália e Estados Unidos.

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Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br

Cenário externo

Em Wall Street, o movimento foi misto. A Tesla recuou cerca de 2% depois de perder a liderança em vendas de veículos elétricos para a chinesa BYD e reportar segunda queda anual consecutiva nas entregas. Já os grandes nomes de tecnologia avançaram, com Nvidia ganhando mais de 1%, enquanto Apple e Alphabet subiram 2% cada.

Operadores seguem atentos à sucessão no Federal Reserve. O mandato de Jerome Powell termina em maio e os nomes mais cotados são Kevin Hassett, do Conselho Econômico Nacional, e o diretor Christopher Waller.

Fechamento em Nova York:

  • Dow Jones: +0,66%, a 48.382,39 pontos;
  • S&P 500: +0,19%, a 6.858,47 pontos;
  • Nasdaq: -0,03%, a 23.235,62 pontos.

Na Europa, o Stoxx 600 avançou 0,74% e atingiu recorde nominal de 596,14 pontos, impulsionado por empresas de tecnologia e defesa. Na Ásia, os principais índices também subiram: o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 2,27% e fechou no maior nível histórico de 4.309,63 pontos, após alta superior a 7% das ações da Samsung. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,76%, para 26.338,47 pontos.

Com isso, o primeiro pregão de 2026 foi marcado por cautela no Brasil e ganhos moderados no exterior, enquanto investidores continuam monitorando dados econômicos, preços de commodities e mudanças na política monetária global.

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