São Paulo, 3 de janeiro de 2026 – O BB Investimentos decidiu manter sem alterações a carteira recomendada de small caps para o mês de janeiro. A seleção de dez ações registrou queda de 1,03% em dezembro, desempenho superior ao recuo de 3,58% do Índice Small Caps (SMLL) no mesmo período.
Continuam na carteira os papéis de Banco ABC (ABCB4), Azzas (AZZA3), Bradespar (BRAP4), Cury (CURY3), Cyrela (CYRE3), Intelbras (INTB3), JHSF (JHSF3), Marcopolo (POMO4), PetroReconcavo (RECV3) e Vulcabras (VULC3).
Veja a variação acumulada dessas ações no ano passado:
Banco ABC (ABCB4): 32,54%
Azzas (AZZA3): -6,39%
Bradespar (BRAP4): 42,39%
Cury (CURY3): 113,20%
Cyrela (CYRE3): 97,81%
Intelbras (INTB3): 1,28%
JHSF (JHSF3): 131,47%
Marcopolo (POMO4): 5,87%
PetroReconcavo (RECV3): -25,73%
Vulcabras (VULC3): 78,08%
A instituição encerrou 2025 priorizando rentabilidade e qualidade da carteira. O cenário de juros altos favoreceu algumas linhas de crédito e exigiu maior cautela no segmento Middle. O banco segue avaliando expansão de produtos, parcerias e aquisições, mantendo pagamentos de proventos acima da média do mercado.
Resultado da fusão entre Arezzo e Grupo Soma, a empresa reúne 27 marcas e cerca de 2 mil lojas. No terceiro trimestre de 2025, a receita bruta cresceu 4,4%, somando R$ 3,7 bilhões. A companhia avançou na integração operacional, tem endividamento considerado saudável e direciona investimentos a projetos de maior retorno.
Com participação majoritária na Vale como principal ativo, a holding refletiu a melhora operacional da mineradora no terceiro trimestre de 2025, período marcado por redução de custos e geração robusta de caixa, fatores que sustentam uma política consistente de dividendos.
Focada no segmento econômico nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, lançou R$ 1,7 bilhão em empreendimentos no 3T25. A construtora manteve vendas líquidas elevadas e registrou recordes de receita e lucro, apoiados por margens em expansão.
Atuante nos segmentos médio e alto padrão, a companhia lançou R$ 5 bilhões em VGV no 3T25. As vendas líquidas permaneceram resilientes e o lucro líquido cresceu, impulsionado também pelas participações em outras incorporadoras listadas.
Imagem: Juliana Américo via moneytimes.com.br
Após forte expansão desde o IPO, a empresa de segurança eletrônica, redes e energia passou a priorizar rentabilidade. No 3T25, a receita recuou, mas o lucro líquido avançou, sustentado por caixa líquido e melhora nas margens.
Voltada ao público de alta renda, registrou crescimento nas receitas recorrentes e na incorporação no 3T25. A companhia ampliou o portfólio com a aquisição da BYS International e fortaleceu a operação do aeroporto executivo. Apesar da alavancagem elevada, projeta desalavancagem com a venda de ativos de incorporação.
O segmento rodoviário permaneceu como principal fonte de receita, porém a demanda doméstica menor por ônibus de longa distância pressionou margens. As linhas urbanas mostraram estabilidade, com potencial nas versões elétricas e híbridas. Operações na Austrália e África do Sul ajudaram a sustentar resultados.
A produtora onshore manteve baixa alavancagem e boa geração de caixa. A produção oscilou negativamente em 2025 por fatores operacionais, mas a empresa segue investindo na otimização do portfólio, com destaque para gás natural. O risco vinculado ao preço do petróleo permanece no radar.
Maior fabricante de calçados esportivos do país, registrou alta de 21,8% na receita líquida no 3T25. A companhia mantém baixo endividamento e investe na expansão do parque fabril e em ganhos de eficiência, sustentando perspectivas de crescimento no mercado doméstico.
Com a carteira mantida, o BB Investimentos reforça a aposta nesses dez papéis para o primeiro mês de 2026.