São Paulo – O assessor de investimentos Michael Viriato defende que o planejamento financeiro pessoal concentre-se em decisões de longo prazo, como aposentadoria, proteção, moradia e sucessão, em vez de controlar cada gasto cotidiano.
Em coluna divulgada no blog De Grão em Grão, da Folha de S.Paulo, Viriato argumenta que planejar não significa microgerenciar despesas, mas definir antecipadamente o destino do patrimônio ao longo da vida. Segundo ele, esse processo exige metas claras, prazos e valores estipulados.
O colunista lista quatro temas que, por envolverem montantes relevantes ou comprometerem muitos anos, justificam um planejamento estruturado:
Para cada objetivo, Viriato recomenda responder a cinco perguntas básicas: quanto é preciso acumular, quanto já está reservado, em quanto tempo a meta deve ser atingida, qual retorno real é razoável considerar e quanto precisa ser poupado mensalmente.
Imagem: redir.folha.com.br
O autor frisa que o controle de gastos diários deve servir apenas como instrumento de viabilização dos grandes objetivos. Gastar sem critério – por exemplo, recorrer com frequência a aplicativos de entrega ou compras impulsivas – pode, segundo ele, impactar negativamente projetos maiores.
Viriato conclui que poupar sem um propósito definido representa apenas o adiamento de decisões importantes, reforçando a importância de direcionar cada escolha financeira a metas específicas.