NOVA YORK, — Um juiz de falências dos Estados Unidos bloqueou, na quinta-feira (data não especificada), a iniciativa do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, de participar da venda de milhares de apartamentos com aluguel estabilizado pertencentes ao conglomerado imobiliário Pinnacle Group.
A administração municipal tentou retardar a operação após reclamações de inquilinos sobre a manutenção dos prédios e temor de que o comprador, Summit Properties USA, repetisse os mesmos problemas. Para justificar a intervenção, o governo alegou ser credor da Pinnacle, que deve mais de US$ 12 milhões em multas não pagas à cidade.
O juiz David Jones rejeitou o pedido da prefeitura, o que representa o primeiro revés jurídico da gestão Mamdani na agenda de habitação. Com a decisão, Jones pode autorizar a transferência dos imóveis para a Summit ainda nesta quinta-feira.
Apesar da derrota, a vice-prefeita de Habitação, Leila Bozorg, afirmou que o município continuará acompanhando o caso. “Vamos seguir lutando para que qualquer novo proprietário realize os reparos necessários, coloque os prédios em conformidade com o código e cumpra as regras de estabilização de aluguel”, declarou.
O episódio ocorre em meio a outra controvérsia no setor: a nomeação de Cea Weaver para chefiar o Escritório do Prefeito para a Proteção de Inquilinos. Weaver já declarou no passado que a propriedade de imóveis é um “instrumento de supremacia branca” e defendeu que a moradia seja tratada como um “bem coletivo”. Questionada sobre as declarações, ela disse lamentar “algumas” das afirmações, sem especificar quais.
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“Tenho décadas de experiência lutando por habitação mais acessível e estou focada em garantir direitos mais fortes aos inquilinos”, afirmou Weaver, acrescentando que pretende combater “desigualdades raciais” no mercado imobiliário.
Desde que assumiu o cargo, Mamdani prometeu reformular a política habitacional da cidade, incluindo o fortalecimento da fiscalização sobre proprietários de imóveis.