Brownsville (Texas), — O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, apresentou nesta segunda-feira (data não especificada no texto original) uma estratégia para tornar o país referência global em inteligência artificial (IA), drones e tecnologia espacial.
O anúncio foi feito ao lado do CEO da SpaceX, Elon Musk, nas instalações da empresa em Brownsville, no sul do Texas. Segundo Hegseth, a cultura de aversão ao risco dentro do Departamento de Defesa tem freado a inovação e impedido que os militares recebam os melhores recursos disponíveis.
Chamada de “estratégia de aceleração de IA”, a iniciativa pretende ampliar a vantagem obtida na área durante o primeiro mandato do ex-presidente Donald Trump. O secretário afirmou que o objetivo é transformar as Forças Armadas em uma “força de combate orientada por IA” em todos os níveis, do escritório no Pentágono às frentes de batalha.
A proposta prevê sete projetos prioritários, cada um com liderança única, prazos agressivos e metas mensuráveis. Esses projetos cobrirão missões de combate, inteligência e administração.
Hegseth criticou a consolidação da base industrial de defesa desde o fim da Guerra Fria, que, segundo ele, gerou um “ecossistema fechado de inovação” dominado por poucos contratados principais. Para reverter o cenário, o Departamento de Defesa planeja abrir espaço para startups de tecnologia financiadas pelo mercado de capitais dos EUA.
“Hoje, essa era termina”, declarou o secretário. “O departamento está se reabrindo à energia disruptiva e à criatividade ágil de nossas empresas de tecnologia.”
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Ele também mencionou a necessidade de eliminar estruturas em silos que separam laboratórios, unidades de inovação rápida e setores de contato comercial, o que resultaria em “duplicação, desvio e confusão”.
Além de IA e drones de longo alcance, Hegseth enfatizou a importância de capacidades espaciais, energia dirigida, biotecnologia, hipersônicos e sistemas autônomos como campos centrais da competição global no século XXI.
O secretário concluiu que a nova abordagem busca impulsionar experimentação, remover barreiras burocráticas e direcionar investimentos para garantir que os Estados Unidos “vençam essa corrida” tecnológica.