Propostas para defender Banco Master nas redes sociais reacendem debate sobre marketing de influência

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Relatos de uma influenciadora digital e de um vereador sobre ofertas para publicar conteúdo favorável ao Banco Master voltaram a colocar em pauta os limites e responsabilidades do marketing de influência no país.

Quem recebeu a proposta – A criadora de conteúdo Juliana Moreira Leite, conhecida no Instagram como @juliemilk e seguida por 1,5 milhão de pessoas, disse ter sido procurada em 20 de dezembro por Júnior Favoreto, dono da agência Portal Group BR, sediada em Campo Grande (MS).

O que foi solicitado – Segundo Leite, Favoreto apresentou um plano de três meses para a produção de oito vídeos mensais, dois por semana, com a missão de difundir a ideia de que o Banco Central agiu de forma precipitada ao decretar a liquidação do Banco Master. O executivo citou, como exemplo de conteúdo a ser impulsionado, uma reportagem do site Metrópoles intitulada “TCU vê indícios de precipitação em liquidação do Master e dá 72h para BC se explicar”.

Condições do acordo – Favoreto solicitou que a influenciadora assinasse um contrato de confidencialidade antes de ter acesso a mais detalhes. Não foram mencionados valores na conversa.

Resposta da influenciadora – Juliana Leite afirmou ter recusado a oferta. “Minha opinião não está à venda para ninguém”, declarou à reportagem.

Posicionamento da agência – Em nota, Júnior Favoreto disse ter sido procurado por outra agência que intermediaria o trabalho, cujo nome não foi revelado. Ele afirmou não ter vínculo com essa empresa e limitou sua atuação à prospecção de oportunidades para influenciadores, “sem ingerência sobre decisões editoriais, comerciais ou de conteúdo”.

Outros relatos – Além da influenciadora, um vereador também relatou ter recebido proposta semelhante para defender publicamente o Banco Master, reforçando o debate sobre transparência e responsabilidade na publicidade feita por perfis de redes sociais.

A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação de instituições financeiras e a necessidade de regras claras para campanhas pagas que tentam influenciar a opinião pública.

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