NOVA YORK, — A Meta Platforms iniciou, nesta terça-feira (data não informada), o corte de cerca de 10% da força de trabalho da unidade Reality Labs, o equivalente a mais de 1.000 postos de trabalho, como parte da mudança de investimentos do metaverso para produtos vestíveis.
Em nota enviada à imprensa, um porta-voz da companhia afirmou que “no mês passado já havíamos sinalizado a realocação de parte dos recursos do Metaverso para Wearables”. Segundo a empresa, a economia gerada pelas demissões será reinvestida no desenvolvimento de dispositivos vestíveis ainda em 2024.
Os funcionários impactados foram avisados nesta terça-feira por meio de uma comunicação interna assinada pelo diretor de tecnologia, Andrew Bosworth, de acordo com documento obtido pela Bloomberg.
A Reality Labs concentra os projetos de hardware e iniciativas futuristas da Meta, incluindo headsets de realidade virtual, óculos com inteligência artificial e plataformas de mundos virtuais. Desde 2021, a unidade acumula prejuízo superior a US$ 70 bilhões. Somente no terceiro trimestre fiscal, o déficit operacional foi de US$ 4,4 bilhões.
Em outubro, uma demonstração ao vivo dos novos óculos de IA falhou, deixando o CEO Mark Zuckerberg em situação constrangedora diante de uma plateia global.
Imagem: Daniella Genovese FOXBusiness via foxbusiness.com
Apesar dos cortes, a Meta negocia com a EssilorLuxottica, grupo franco-italiano de óculos e cuidados com a visão, para possivelmente dobrar a capacidade de produção de óculos inteligentes até o fim deste ano, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg. A parceria já resultou no lançamento dos óculos Oakley Meta HSTN, equipados com recursos de inteligência artificial.
Com as demissões e a redistribuição de recursos, a Meta busca acelerar projetos considerados de retorno mais rápido, enquanto limita a exposição financeira ao metaverso.