Os fundos de renda fixa de curto prazo, conhecidos como DI, Duração Baixa ou Simples, voltaram a exibir desempenho competitivo em 2025. Levantamento realizado pelo InfoMoney com dados da Economática mostra que parte desses produtos ultrapassou o CDI de 14,20% ao ano ao diversificar a carteira com papéis de crédito privado e operar com taxas de administração reduzidas.
Entre os 25 fundos de renda fixa com maior número de cotistas, alguns registraram rentabilidade superior a 15%. É o caso do Mapfre Confianza DI, que entregou retorno de 15,04% com taxa de administração de 0,35% ao ano, e do Inter Conservador Plus, com 15,03% e custo de 0,80%.
Os produtos de grandes plataformas digitais também se destacaram. O Nu Reserva Imediata, da Nu Asset, atingiu 14,46% de ganho anual com taxa de 0,30%, somando 640.469 cotistas. Na XP, o Trend Inb FC RF Simples devolveu 14,38%, enquanto o Trend DI FC RF Simples marcou 14,40%, ambos com tarifas de 0,20% ou inferiores.
A pesquisa indica que a cobrança de taxas mais altas comprometeu o resultado de diversas carteiras. Fundos com despesas em torno de 2% ao ano, caso do Caixa Fácil CIC RF Simples (1,70%) ou do BB RF Simples Ágil FI (1,95%), encerraram 2025 com rentabilidade próxima ou abaixo de 12%, bem distante do CDI.
Veja os fundos com mais cotistas e seus desempenhos em 2025:
Imagem: Shutterstock via infomoney.com.br
Instituições ligadas a grandes bancos continuam a praticar custos mais altos, sobretudo em fundos voltados ao pequeno investidor ou que oferecem benefícios adicionais, como promoções e sorteios. O Bradesco CIC DI Hiperfundo, por exemplo, cobra 1,50% ao ano e teve retorno de 12,61%.
Em 2025, os fundos de curto prazo registraram resgates líquidos de R$ 79 bilhões, principalmente na classe Duração Baixa Grau de Investimento. A expectativa é de que a migração para prazos mais longos prossiga, já que investidores buscam travar rentabilidades maiores diante da perspectiva de queda nos juros.
Para aplicações de liquidez imediata ou recursos sem destino definido, especialistas recomendam priorizar carteiras com menor custo ou optar por títulos do Tesouro Selic como alternativa de baixo risco.