Washington, EUA – A participação de mutuários com hipotecas superiores a 6% ultrapassou, pela primeira vez, o grupo que paga menos de 3% de juros, aponta relatório do Realtor.com sobre o chamado “efeito lock-in”.
No terceiro trimestre de 2025, 21,2% dos financiamentos imobiliários em circulação apresentavam taxa acima de 6%, enquanto 20% permaneciam abaixo de 3%. A última vez que esse patamar inferior a 3% foi registrado ocorreu entre julho de 2020 e setembro de 2021; desde setembro de 2022, as taxas se mantêm acima de 6%.
O levantamento da economista sênior Hannah Jones mostra ainda que:
Com menos proprietários desfrutando de juros ultrabaixos, o “efeito lock-in” – que desestimula a venda do imóvel para evitar prestações mais altas – começa a enfraquecer. Mesmo assim, cerca de 80% dos contratos vigentes ainda carregam taxas abaixo do mercado atual, o que, segundo Jones, mantém muitos donos de imóveis relutantes em se mudar.
Imagem: Daniella Genovese FOXBusiness via foxbusiness.com
A economista destaca que parte das famílias que aguardavam juros menores decidiu comprar quando as taxas cederam levemente, e alguns compradores conseguiram fechar negócios ou refinanciar abaixo de 6%, ampliando a fatia entre 5% e 6%.
Apesar da lenta normalização, a oferta de imóveis cresceu no último ano, contribuindo para aliviar a pressão sobre os preços e levando o mercado nacional a uma condição considerada “equilibrada”. Em determinados locais, o cenário já favorece os compradores. O avanço do estoque de novas construções, que ultrapassou níveis anteriores à pandemia, tem preenchido parte da lacuna de oferta.