Sygnum prevê governos aderindo a reservas de Bitcoin e 10% dos novos títulos já nascendo tokenizados em 2026

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Zurique, 13 de junho de 2024 – Relatório divulgado pelo grupo bancário cripto Sygnum projeta que 2026 marcará um avanço simultâneo na adoção soberana de Bitcoin (BTC) e na emissão de títulos financeiros diretamente em blockchain.

Soberanos podem incluir Bitcoin nos cofres públicos

Segundo o documento, a aprovação de marcos regulatórios aguardados nos Estados Unidos – entre eles o CLARITY Act e o Bitcoin Act – pode dar a segurança jurídica necessária para que nações passem a manter BTC como ativo de reserva. A Sygnum estima que, já em 2026, pelo menos três economias do G20 ou de patamar equivalente anunciarão publicamente alocações oficiais na criptomoeda.

A instituição observa que o modelo econômico do Bitcoin favorece quem entra primeiro, transformando a diversificação de reservas em uma “corrida de teoria dos jogos”. Países considerados “financeiramente pragmáticos” e com pressão cambial aguda despontam como candidatos a primeiros aderentes. Entre eles, o relatório cita:

  • Brasil – a Câmara dos Deputados debateu, em agosto de 2025, proposta para formação de uma reserva nacional de Bitcoin;
  • Hong Kong – legisladores sugeriram incluir BTC nas reservas em dezembro de 2024;
  • Japão – o deputado Satoshi Hamada propôs, em dezembro de 2024, converter parte das reservas em dólares para BTC;
  • Alemanha – o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) apresentou moção em outubro de 2025 defendendo reserva em Bitcoin;
  • Polônia – o então candidato presidencial Sławomir Mentzen prometeu criar reserva estratégica de BTC na campanha de 2025.

A Sygnum prevê que as primeiras alocações sejam modestas, limitadas a até 1% dos ativos de reserva de cada país, mas avalia que o efeito de sinalização será “profundo”. Se a adoção se ampliar, a fatia do Bitcoin no mercado global de reserva de valor poderia saltar dos atuais 6% para cerca de 25%, o que implicaria preço entre US$ 350 mil e US$ 400 mil por unidade.

Mesmo assim, Marcin Kazmierczak, cofundador da empresa de oráculos Redstone, alerta que o ritmo real pode ser mais lento. Ele vê maior probabilidade de estados e municípios norte-americanos acumularem BTC antes dos grandes membros do G20 e lembra que pressões políticas, como as exercidas pelo FMI sobre o Brasil, podem conter movimentos mais ousados.

Sygnum prevê governos aderindo a reservas de Bitcoin e 10% dos novos títulos já nascendo tokenizados em 2026 - Imagem do artigo original

Imagem: cointelegraph.com

Tokenização avança na renda fixa tradicional

Além das reservas soberanas, o estudo indica que a tokenização de ativos entrará no dia a dia das finanças tradicionais já em 2026. O cofundador e CEO do grupo, Mathias Imbach, projeta que até 10% das novas emissões de títulos de grandes instituições nascerão diretamente em blockchain, impulsionadas por liquidação mais rápida e uso mais eficiente de colaterais.

O levantamento cita dados da plataforma RWA.xyz, segundo os quais US$ 1,1 bilhão em debêntures corporativas já foram tokenizados, representando 5,2% do total de US$ 21 bilhões em ativos tokenizados. Para a Sygnum, a migração completa da infraestrutura de dívida levará pelo menos cinco anos, mas as decisões estratégicas que definirão esse futuro começam a ser tomadas agora.

Com a combinação de marcos regulatórios claros, competição entre Estados e avanço tecnológico, o banco cripto acredita que 2026 pode se tornar um ponto de inflexão tanto para a adoção estatal do Bitcoin quanto para a incorporação definitiva da tokenização nos mercados de capitais.

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