Nova York (EUA) – A Titan Mining iniciou o processamento dos primeiros volumes de grafite extraídos em território norte-americano em quase 70 anos, marcando o retorno da produção doméstica do mineral estratégico, cuja oferta vinha sendo suprida integralmente por importações.
O reinício ocorre na mina de propriedade da companhia no estado de Nova York, onde foram identificadas reservas de grafite dentro de um pacote de 120 mil acres de direitos minerais originalmente adquirido para exploração de zinco.
Atualmente, 100% do grafite consumido nos Estados Unidos é importado; cerca de 42% desse volume vem da China. A concentração do abastecimento em um único fornecedor estrangeiro transformou o material em tema de segurança nacional à medida que aumentam as tensões entre Washington e Pequim.
Prevendo riscos de suprimento, o Congresso incluiu no National Defense Authorization Act (NDAA) restrições severas à compra de minerais críticos de países considerados adversários. As novas regras favorecem projetos domésticos como o da Titan Mining, ressaltou a diretora-executiva da empresa, Rita Adiani.
Segundo a companhia, o minério extraído passa por um circuito de flotação que eleva a pureza do grafite para índices entre 95% e 99%, etapa essencial para seu uso industrial.
Imagem: Arabella Bennett FOXBusiness via foxbusiness.com
Mais conhecido pelo uso em lápis, o grafite tornou-se peça central em baterias de íons de lítio que alimentam veículos elétricos, drones e equipamentos de comunicação. O mineral também é empregado em reatores nucleares, mísseis e aplicações de alta temperatura na indústria, reforçando sua relevância para os setores de energia e defesa dos Estados Unidos.
Com a abertura da operação em Nova York, o país dá o primeiro passo para reconstruir uma cadeia de suprimento doméstica de grafite, reduzindo a exposição a eventuais restrições de exportação e a flutuações do mercado internacional.