Detroit, 14 set. — Integrantes do governo do ex-presidente Donald Trump passaram dois dias no Meio-Oeste defendendo que a redução de exigências ambientais e a menor ênfase em veículos elétricos podem baixar o preço dos automóveis nos Estados Unidos.
A agenda começou na sexta-feira (13), em uma fábrica da Jeep em Ohio, quando o secretário dos Transportes, Sean Duffy, classificou como “ilegal e inalcançável” o padrão de economia de combustível adotado na gestão Biden. Segundo ele, a meta de 35 milhas por galão deve ser revista para permitir produtos “que os americanos queiram comprar” e reduzir custos.
No sábado (14), Duffy se juntou ao administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, e ao representante comercial Jamieson Greer no Salão do Automóvel de Detroit, encerrando o giro de dois dias.
Zeldin afirmou que o governo “não deve obrigar o mercado a seguir direção diferente da demanda do consumidor”, citando a lei assinada por Trump no ano passado que eliminou o crédito fiscal de US$ 7.500 para veículos elétricos e revogou regras específicas da Califórnia para esse segmento.
Duffy ressaltou que a medida não representa “guerra contra elétricos”, mas sim a retirada de incentivos governamentais que, na avaliação dele, penalizam motores a combustão, preferência da maioria dos compradores.
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A mesma legislação também anulou multas impostas na era Biden a montadoras que não cumprissem metas de eficiência de combustível. “Não quero que o governo dite que tipo de carro deve ser produzido”, disse o secretário.
Apesar das tarifas elevadas sobre veículos importados, as vendas nos EUA cresceram 2,4% recentemente, enquanto o preço médio de um carro novo atingiu o recorde de US$ 50.326. Dados da Cox Automotive indicam que consumidores optaram por SUVs e picapes mais caros, com oferta reduzida de modelos de baixo custo.
Para Greer, os efeitos das tarifas “não chegam de fato ao consumidor” dentro da cadeia de produção.