Empiricus prevê superciclo para micro e small caps brasileiras a partir de 2026

Açõesagora mesmo6 Visualizações

São Paulo, 18 de janeiro de 2026 – O cofundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, afirmou que a Bolsa brasileira poderá vivenciar, em 2026, um “superciclo” de valorização nas ações de menor capitalização, as chamadas small caps e microcaps.

Quinta grande arrancada desde a década de 1960

Para o analista, o movimento teria potencial semelhante a quatro fases históricas de forte alta registradas entre:

  • 1965 e 1971;
  • 1983 e 1986;
  • 1991 e 1997;
  • 2002 e 2008.

“É uma das maiores oportunidades que já vimos”, declarou Amstalden.

Como o cenário se formou

De acordo com ele, o ponto de partida ocorreu em 2025, quando o mercado local iniciou o ano sob pessimismo em razão da situação fiscal do país e da expectativa de que a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos concentrasse ainda mais recursos em ativos denominados em dólar.

A volatilidade da política norte-americana, porém, reduziu a aposta global no dólar e redirecionou parte do capital para emergentes, favorecendo o Brasil. Esse fluxo, somado a múltiplos considerados depreciados, impulsionou o Ibovespa, que encerrou 2025 acima de 161 mil pontos, em alta de 34%, o melhor desempenho desde 2016.

Fatores que sustentam a projeção

Amstalden elenca cinco vetores que, na sua visão, continuam a fortalecer o mercado de ações em 2026:

Empiricus prevê superciclo para micro e small caps brasileiras a partir de 2026 - Imagem do artigo original

Imagem: Juan Rey via moneytimes.com.br

  1. Persistência da procura de investidores estrangeiros por alternativas ao dólar;
  2. Ciclo de corte da Selic previsto para o primeiro trimestre;
  3. Reinvestimento de parte dos mais de R$ 125 bilhões em dividendos anunciados antes da nova tributação de 10% válida para proventos distribuídos a partir deste ano;
  4. Retorno dos investidores locais à renda variável com a perda de atratividade da renda fixa;
  5. Avaliação de que índices como Ibovespa e SMLL ainda negociam abaixo da média histórica no múltiplo preço/lucro.

Por que as microcaps ganham destaque

Segundo o executivo, o capital estrangeiro tende a concentrar-se em companhias de maior liquidez, como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Itaú (ITUB4). Com esses papéis já valorizados, o investidor doméstico deve buscar oportunidades em empresas menores.

Amstalden argumenta que microcaps – companhias com valor de mercado baixo – necessitam de aportes muito menores para registrar altas expressivas. Como exemplo, ele compara o impacto de R$ 5 bilhões na Petrobras, avaliada em cerca de R$ 425 bilhões, com o efeito do mesmo montante em uma empresa de R$ 2 bilhões.

Próximos passos

Amstalden apresentará detalhes da tese no dia 19 de janeiro, às 10h, durante evento on-line gratuito batizado de “Superciclo das Microcaps”. O objetivo é detalhar critérios de seleção para identificar papéis com maior potencial de valorização.

“Tudo indica que não se trata de saber se o movimento vai ocorrer, mas quando”, resume o analista.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...

Todos os campos são obrigatórios.