A Comissão de Valores Mobiliários da Tailândia (SEC) prepara um pacote regulatório para permitir a criação de fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas, a negociação de contratos futuros lastreados em ativos digitais e outros produtos de investimento tokenizados.
De acordo com a vice-secretária-geral do órgão, Jomkwan Kongsakul, as diretrizes formais para os ETFs devem ser publicadas ainda no primeiro semestre. Segundo ela, o modelo facilita o acesso de investidores ao mercado, reduzindo preocupações com segurança de carteiras e eventuais ataques hackers.
• ETFs de criptomoedas: o conselho da SEC já aprovou a modalidade em princípio e finaliza requisitos operacionais e de investimento.
• Contratos futuros: a autarquia vai autorizar e supervisionar a negociação de derivativos de ativos digitais na Thailand Futures Exchange (TFEX).
• Classe de ativo reconhecida: os criptoativos passarão a ser tratados como uma categoria oficial nos termos da Lei de Derivativos, permitindo que até 5% de um portfólio diversificado seja alocado nesse segmento.
• Formadores de mercado: serão criados mecanismos para ampliar liquidez dos novos produtos.
Imagem: cointelegraph.com
A SEC também endurecerá a supervisão sobre influenciadores que fazem recomendações de investimento. Qualquer orientação sobre títulos ou retornos terá de partir de profissionais autorizados como consultores de investimento ou corretores apresentadores (introducing brokers).
O regulador trabalha em conjunto com o Banco da Tailândia para estabelecer um sandbox dedicado à tokenização. Em paralelo, emissores de bond tokens serão convidados a testar seus projetos nesse ambiente regulatório controlado.
Em janeiro, a SEC suspendeu as operações da KuCoin Tailândia após a plataforma ficar cinco dias seguidos abaixo do capital mínimo exigido. A empresa culpou uma disputa societária entre o grupo CI, de Cingapura, e a KuCoin Global, que teria travado um aumento de capital planejado. A corretora, que entrou no mercado tailandês em junho de 2025, pretende solicitar licença de corretora de ativos digitais para ampliar sua oferta de produtos.
Com varejo ainda ativo — a Bitkub movimenta cerca de US$ 60 milhões por dia —, a Tailândia mira agora investidores institucionais na tentativa de se consolidar como hub regional de criptoativos.