A fornecedora de tecnologias automotivas Valeo uniu-se à Natix Network, rede de infraestrutura física descentralizada (DePIN) baseada na Solana, para criar um modelo de inteligência artificial multicâmera voltado a sistemas de direção autônoma.
Anunciado nesta quinta-feira, o projeto recebeu o nome de World Foundation Model (WFM). Segundo as empresas, o objetivo é permitir que a IA “aprenda” movimentos do mundo real e se adapte a diferentes condições de tráfego, oferecendo uma base transparente para a implantação segura de veículos autônomos.
Valeo e Natix afirmaram que vão liberar publicamente o modelo, os conjuntos de dados e as ferramentas de treinamento. A intenção é facilitar que desenvolvedores ajustem o WFM a diversas aplicações e ampliem pesquisas na área de mobilidade autônoma.
De acordo com um porta-voz da Natix, a primeira versão do World Foundation Model deverá estar disponível “dentro de alguns meses”.
A startup britânica de direção autônoma Wayve já utiliza versões do WFM em seus veículos. Em um teste recente, um carro equipado com o sistema percorreu trechos de Las Vegas sem treinamento prévio na cidade.
O WFM insere-se no segmento DePIN, que combina blockchain a infraestruturas físicas de propriedade comunitária. Nesse modelo, participantes podem oferecer recursos — como poder de computação — e receber criptomoedas em troca.
Imagem: cointelegraph.com
Marc Vrecko, diretor da divisão Brain da Valeo, declarou que a iniciativa busca “avançar de forma segura e responsável a inteligência em mobilidade e a chegada dos veículos autônomos”. Já Alireza Ghods, cofundador e CEO da Natix, comparou o potencial dos “world models” ao impacto dos grandes modelos de linguagem (LLMs) entre 2017 e 2020.
Entre os concorrentes do WFM está o Alpamayo, conjunto de modelos de visão, linguagem e ação lançado pela Nvidia. Fundada em 2020, a Natix mantém uma rede descentralizada de dados multicâmera que, segundo a empresa de pesquisa Messari, já reúne centenas de milhares de colaboradores e centenas de milhões de quilômetros de registros de direção.
Com funcionalidades preditivas além da simples percepção de ambiente, a Valeo e a Natix acreditam que o WFM pode acelerar a adoção em larga escala de carros autônomos, ao mesmo tempo em que amplia a transparência nos processos de desenvolvimento e testes.