A queda no preço do leite no campo completou oito meses seguidos e acumula redução de 21,2% de janeiro a novembro de 2025, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em novembro, o produtor recebeu em média R$ 2,1122 por litro, valor 8,3% inferior ao de outubro e 23,3% menor que o registrado no mesmo mês de 2024.
O recuo é atribuído à formação de estoques elevados, resultado de clima favorável e do aumento da produtividade alcançado após investimentos realizados em 2024, quando as margens estavam mais folgadas.
O Índice de Captação de Leite do Cepea aponta que, de janeiro a novembro, a oferta interna avançou 16%. No mesmo período, o Brasil importou 2,21 bilhões de litros, volume 6% menor que em 2024, enquanto as exportações caíram 32%, para 68 milhões de litros.
Mesmo com o recuo na receita, o custo operacional efetivo subiu 0,6% no ano. Em novembro, eram necessários 32 litros de leite para comprar uma saca de 60 kg de milho; em novembro de 2024, bastavam 28 litros. Para os próximos meses, a expectativa é de menor pressão dos insumos, favorecida por boa oferta de milho no mercado internacional e crescimento da produção mundial de soja, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Com o barateamento no campo, o preço do leite longa vida caiu para R$ 3,35 por unidade em dezembro, recuo real de 24,4% em relação ao mesmo mês de 2024. No mesmo período, a muçarela ficou 15,2% mais barata e o leite em pó, 12,7%, mostram dados de Cepea e Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
O valor médio pago ao produtor reflete coletas em sete estados. Três ficaram acima da média nacional de R$ 2,1122, com São Paulo na liderança (R$ 2,2340). Nos outros quatro, o preço ficou abaixo da média; Santa Catarina registrou o menor valor, R$ 2,0140.
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O Theatro Municipal de São Paulo sediará no próximo mês um debate sobre os desdobramentos do acordo Mercosul–União Europeia e o papel do Brasil no comércio global. Organizado pela AgroTalk Mind, o evento deverá reunir representantes de 11 países, incluindo México, Japão, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Israel. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues está entre os confirmados.
Produtores estimam volume entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas na safra deste ano, dentro da média histórica. Técnicos da Associação Brasileira de Produtores de Maçã preveem frutos maiores, com boa coloração e equilíbrio entre açúcar e acidez. A colheita começa em fevereiro, em Vacaria (RS), e a meta de exportação é de 60 mil toneladas, tendo como destinos Índia, Portugal, Irlanda, Reino Unido, Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
A indústria deve processar 61 milhões de toneladas de soja neste ano, aponta a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O volume deve resultar em 47 milhões de toneladas de farelo e 12,25 milhões de toneladas de óleo.