Washington, — A Office of the Comptroller of the Currency (OCC) informou que seguirá analisando o pedido de carta bancária nacional da World Liberty Financial (WLF), mesmo após solicitação da senadora Elizabeth Warren para suspender o processo até que o ex-presidente Donald Trump se desfaça de sua participação na empresa.
Em resposta a carta enviada por Warren em 14 de janeiro, o chefe interino da OCC, Jonathan Gould, afirmou na sexta-feira que a avaliação da WLF ocorrerá “de acordo com os padrões regulatórios existentes” e sem influência de “vínculos políticos ou financeiros pessoais”. “O processo de solicitação de carta bancária deve ser e, sob minha liderança, será apolítico e bipartidário”, declarou Gould.
A WLF submeteu a documentação em 7 de janeiro com o objetivo de ampliar suas operações em criptoativos. A autorização permitiria à companhia emitir, custodiar e converter internamente sua stablecoin USD1, eliminando a necessidade de provedores terceirizados como a BitGo.
Lançada em março de 2025, a USD1 possui capitalização de mercado de US$ 4,2 bilhões, ocupa a sexta posição entre as stablecoins e já é utilizada em pagamentos transfronteiriços, liquidações e operações de tesouraria.
Imagem: cointelegraph.com
A senadora democrata argumenta que Trump e seus filhos Eric, Donald Trump Jr. e Barron, listados como fundadores da WLF, obtiveram bilhões de dólares em riqueza no papel graças à plataforma, o que, segundo ela, justificaria a suspensão da análise até que o ex-presidente se desfaça de suas ações.
Conquistar cartas bancárias nacionais tem sido um desafio para empresas de cripto. Em dezembro, contudo, a OCC concedeu aprovações condicionais a Circle, Ripple, Fidelity Digital Assets, BitGo e Paxos, sinalizando abertura para integrar serviços de ativos digitais ao sistema financeiro tradicional.