Um grupo internacional de usuários entrou com processo contra a Meta na última sexta-feira (23), no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em San Francisco, alegando que a companhia interfere em conversas que deveriam ser protegidas pela criptografia de ponta a ponta do WhatsApp.
A queixa afirma que a Meta e o aplicativo de mensagens “armazenam, analisam e podem acessar praticamente todas as comunicações supostamente privadas” enviadas por bilhões de pessoas. Segundo o documento, a empresa teria feito declarações enganosas sobre a segurança do serviço.
Participam da ação autores da Austrália, Brasil, Índia, México e África do Sul. Os advogados solicitam que o caso receba status de ação coletiva. O processo menciona denúncias de “whistleblowers”, sem identificar quem seriam essas fontes.
Andy Stone, porta-voz da Meta, classificou a ação como “frívola” e informou que a companhia buscará sanções contra os advogados dos demandantes. “Qualquer alegação de que as mensagens do WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda”, afirmou por e-mail, reforçando que o aplicativo utiliza o protocolo Signal há uma década.
Imagem: redir.folha.com.br
Advogados dos escritórios Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan e Keller Postman, citados no processo, não responderam aos pedidos de comentário. Outro representante dos autores, Jay Barnett, do escritório Barnett Legal, preferiu não se pronunciar.