A Capitânia Investimentos começa 2026 com perspectiva positiva para o mercado de crédito, ao mesmo tempo em que mantém cautela diante da volatilidade esperada para o ano eleitoral. A gestora, fundada em 2003 e especializada em crédito privado, infraestrutura, imobiliário e agronegócio, administra hoje cerca de R$ 19,5 bilhões.
O cenário de taxa básica de juros ainda em patamar restritivo e de incertezas políticas e externas tem levado investidores a buscar alternativas de renda real. Nesse contexto, os fundos de infraestrutura vêm ganhando espaço por oferecerem fluxo previsível e proteção contra a inflação.
Em 2025, a Capitânia destacou-se em dois eixos: captação e performance. O fundo Capitânia Infra Advisory Sênior I registrou aproximadamente R$ 260 milhões em captação líquida, enquanto o Capitânia Yield 120 FIC FIDC e o Capitânia Infra Renda 90 entregaram retornos de 17,03% e 16,43%, respectivamente, ambos acima do CDI.
No mesmo ano, a gestora conquistou o primeiro lugar na categoria Melhor FI-Infra da primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney com o fundo CPTI11, reconhecimento que consolidou sua posição entre os veículos listados de infraestrutura.
Segundo a sócia Flávia Krauspenhar, o elevado nível de carregamento das carteiras e a compressão dos spreads continuam oferecendo oportunidades em estruturas de crédito e ativos de infraestrutura. “Fundos high grade e de infraestrutura seguem entregando retornos ajustados ao risco bastante atrativos”, afirma.
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Apesar disso, a executiva ressalta que a aproximação das eleições deve manter o mercado sensível a pesquisas, notícias e mudanças de percepção dos investidores. “Entramos no ano com visão construtiva, mas conscientes de que a volatilidade deve permanecer elevada, especialmente pelo cenário político e pelo ambiente externo”, diz Flávia, reforçando a necessidade de disciplina e gestão ativa de risco.
Para a Capitânia, as incertezas em torno do pleito prolongam a instabilidade dos ativos, mas não anulam o potencial de ganhos no crédito estruturado e em projetos de infraestrutura, segmentos que combinam previsibilidade de fluxo e proteção inflacionária.