A Fidelity Investments pretende colocar em circulação, no próximo mês, a stablecoin Fidelity Digital Dollar (FIDD), que será emitida pela Fidelity Digital Assets, National Association, o banco fiduciário nacional que recebeu aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda (OCC) em dezembro.
O presidente da Fidelity Digital Assets, Mike O’Reilly, afirmou que os stablecoins podem funcionar como infraestrutura básica para pagamentos e liquidações, oferecendo liquidação em tempo real e disponibilidade 24 horas por dia.
A empresa ainda não detalhou a estrutura do token, mas a expectativa é de que siga de perto os parâmetros do GENIUS Act, legislação norte-americana que estabelece normas federais para stablecoins de pagamento, como exigências de reservas, supervisão dos emissores e proteção ao consumidor.
Com cerca de US$ 6 trilhões sob gestão, a Fidelity vem ampliando sua atuação em ativos digitais. A gestora foi uma das primeiras a lançar fundos de índice (ETFs) de Bitcoin à vista nos Estados Unidos; seu Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund detém aproximadamente US$ 17,4 bilhões em ativos.
Imagem: cointelegraph.com
A aprovação do GENIUS Act intensificou a disputa pelo mercado de stablecoins no país. Instituições financeiras como JPMorgan Chase, Citigroup e Bank of America já estudam emitir tokens lastreados em dólar. A CEO do Citigroup, Jane Fraser, declarou publicamente que o banco avalia criar a chamado “Citi stablecoin”.
Em paralelo, emissores já consolidados se preparam para ampliar a oferta. A Tether anunciou planos de lançar um stablecoin regulamentado federalmente nos EUA por meio da Anchorage Digital, enquanto a Circle colocou em circulação a versão voltada à privacidade USDCx na rede Aleo.