Washington, 10 mar (Fox Business) – O vice-presidente da IBM, Gary Cohn, afirmou que o ex-governador do Federal Reserve Kevin Warsh, indicado pelo ex-presidente Donald Trump para comandar o banco central dos Estados Unidos, está preparado para promover uma ampla revisão das políticas da instituição e devolver o foco às práticas monetárias tradicionais.
Durante entrevista ao programa “Face the Nation”, da CBS, no domingo (9), Cohn destacou que Warsh teve participação direta na resposta à crise financeira de 2008 e conhece o comportamento dos mercados em situações de estresse. “Ele foi essencial em todas as discussões envolvendo fusões bancárias e transferências de ativos naquele período”, disse.
Cohn, que trabalhou com Warsh no Goldman Sachs durante a crise, declarou que o indicado pretende reduzir o balanço patrimonial “inflado” do Fed e concentrar-se na missão econômica central do banco. Segundo o executivo, Warsh apoia de um a dois cortes de juros ainda este ano e defende forte regulação que permita crescimento dos mercados sem restringir o acesso dos consumidores ao crédito.
Warsh foi nomeado para o Conselho de Governadores do Fed em 2006 pelo então presidente George W. Bush, tornando-se o membro mais jovem da história do órgão, aos 35 anos. Após deixar o banco central em 2011, assumiu posições acadêmicas e consultivas, incluindo o cargo de pesquisador visitante no Hoover Institution e na Escola de Negócios de Stanford. Também integra o conselho da UPS e atua como curador de entidades de política econômica.
Trump oficializou a indicação de Warsh na sexta-feira (7), encerrando meses de especulações sobre a sucessão de Jerome Powell. Para assumir o posto, o economista ainda precisa ser confirmado pelo Senado dos EUA. Trump afirmou conhecer Warsh “há anos” e declarou esperar que ele se torne “um dos presidentes mais bem-sucedidos” da história do Fed.
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Antes de trabalhar no Fed, Warsh atuou no setor privado, na Morgan Stanley, e integrou o governo Bush, consolidando reputação entre formuladores de políticas econômicas republicanos. Ele chegou a ser cogitado para chefiar o Tesouro no ano passado, mas Trump nomeou o gestor de fundos Scott Bessent para a função.
Se aprovado, Warsh assumirá uma das posições mais influentes da política econômica dos Estados Unidos, responsável por definir a trajetória dos juros e supervisionar a estabilidade financeira do país.