Ex-executiva processa Starbucks após denunciar riscos de saúde em novo sistema, diz ação

Dificuldades e desafios10 horas atrás8 Visualizações

São Paulo – A ex-diretora Janice Waszak ingressou na Justiça contra a Starbucks, alegando demissão injusta e discriminação de gênero depois de ter apontado falhas de segurança em um equipamento recém-desenvolvido pela rede de cafeterias.

Questionamentos ao “Siren System”

Segundo a ação apresentada em um tribunal dos Estados Unidos, Waszak afirma ter sido dispensada em dezembro de 2023 como retaliação por relatar problemas no Siren System, conjunto de equipamentos anunciado pela companhia em 2022 com a promessa de elevar a produtividade, a receita e a margem de lucro das lojas.

A ex-executiva, que respondia diretamente ao vice-presidente global de equipamentos, Natarajan Venkatakrishnan, diz ter identificado defeitos capazes de gerar riscos à saúde de clientes e funcionários, além de dúvidas sobre a viabilidade financeira do projeto.

Incidentes relatados

O processo descreve dois episódios ocorridos no centro de testes Tryer Center, em Seattle:

  • Outubro de 2022: Durante uma demonstração para gerentes distritais e diretores regionais, larvas teriam caído do dispensador de leite suspenso do sistema sobre balcões e bebidas. Baristas teriam “espantado” os insetos para que os presentes não percebessem. Waszak diz ter descoberto depois que a contaminação ocorreu por falha de limpeza, agravada pelo “design complexo” do equipamento.
  • Setembro de 2023: O mesmo tipo de dispensador pegou fogo enquanto era usado por baristas. Investigações internas apontaram defeito de fabricação ligado a fiação elétrica.

De acordo com a ex-diretora, no momento do incêndio o Siren System já estava em testes em várias lojas da região de Seattle, utilizando dispensadores do mesmo fabricante.

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Imagem: Daniella Genovese FOXBusiness via foxbusiness.com

Acusações de discriminação

Waszak sustenta que sua dispensa foi motivada, também, por discriminação de gênero. Ela afirma que homens em posições equivalentes não foram desligados por comportamentos semelhantes aos que a empresa alegou ter violado políticas internas.

Posição da empresa

Em nota, a Starbucks declarou que a segurança “é prioridade máxima” e classificou as alegações como “totalmente infundadas”. A companhia disse que a ex-executiva “foi desligada após investigação que concluiu violação das políticas de conduta no trabalho” e garantiu que apresentará provas em juízo.

O processo segue em tramitação.

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