Juros futuros longos avançam diante de possível indicação de Guilherme Mello ao Banco Central

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As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de prazos mais longos subiram nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, enquanto os vencimentos curtos permaneceram próximos da estabilidade. O movimento reflete a apreensão do mercado com a chance de o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, assumir uma diretoria do Banco Central.

No fim da tarde, o DI para janeiro de 2028 marcava 12,72% ao ano, avanço de 2 pontos-base em relação ao ajuste anterior, de 12,697%. O contrato para janeiro de 2035 subiu 11 pontos-base, para 13,41%, ante 13,305% no encerramento da véspera.

Influência externa

O aumento dos rendimentos dos Treasure securities norte-americanos também contribuiu para a inclinação da curva local. Às 16h37 (horário de Brasília), o retorno do Treasury de dois anos — termômetro das expectativas de juros de curto prazo nos Estados Unidos — avançava 4 pontos-base, para 3,57% ao ano. A taxa do papel de dez anos, referência global, subia na mesma magnitude, para 4,277%.

Nomes para a diretoria do BC

Profissionais ouvidos pela Reuters relataram que a possibilidade de Mello ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi mal recebida pelos investidores. O economista, considerado heterodoxo, é visto pelo mercado como potencial defensor de uma postura mais dovish na condução da política monetária. Neste ano, as nove cadeiras da diretoria do Banco Central serão ocupadas por nomes escolhidos pelo atual governo.

Prêmios de risco

Diante das incertezas, agentes adicionaram prêmios de risco aos contratos de juros locais. O cenário inclui ainda o retorno dos trabalhos no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal após o recesso.

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Imagem: Reuters via moneytimes.com.br

Próximos eventos

Para terça-feira, 3 de fevereiro, está prevista a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na semana passada, o colegiado manteve a taxa Selic em 15% ao ano e o mercado aposta que o ciclo de cortes começará em março.

Na B3, as opções de Copom precificavam na quinta-feira, 29 de janeiro, 55,75% de probabilidade de redução de 50 pontos-base na reunião de março, 28,50% de chance de corte de 25 pontos-base e 7,35% de probabilidade de diminuição de 75 pontos-base.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira manteve a mediana das projeções para a Selic no fim de 2026 em 12,25%, com expectativa de corte de 50 pontos-base já em março.

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