Dex estreia com aporte de R$ 10 milhões para impulsionar mercado de ETFs no Brasil

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Os sócios da gestora Buena Vista Capital lançaram oficialmente a Dex – The Brazilian ETF Ecosystem, empresa criada para estruturar e acelerar a indústria de fundos de índice no País.

A nova companhia recebeu investimento inicial de cerca de R$ 10 milhões, destinados principalmente à construção de infraestrutura tecnológica, ações de marketing e atração de parceiros internacionais.

Quatro frentes de atuação

A Dex nasce com quatro pilares:

  • estruturação de índices customizados para gestoras que desejam lançar ETFs com estratégias específicas;
  • plataforma de dados para gestores, distribuidores e investidores institucionais, com camada gratuita para o investidor pessoa física e versão paga para o mercado profissional;
  • portal de conteúdo especializado em ETFs;
  • organização de eventos voltados ao setor.

Segundo Renato Nobile, sócio da Dex e gestor da Buena Vista Capital, o foco em personalização diferencia a empresa de provedores tradicionais, como S&P e B3, que atuam principalmente em índices amplos e generalistas.

Portfólio inicial e tecnologia própria

A Dex já possui três índices proprietários, que servem de lastro para ETFs administrados pela Buena Vista, e negocia novos contratos. Em parceria com a norte-americana VettaFi, a companhia incorporou sistema próprio para o cálculo diário dos índices, evitando a terceirização desse serviço.

Origem do projeto

A iniciativa surgiu há cerca de um ano, a partir de dificuldades técnicas e educacionais observadas pela própria Buena Vista e por outras gestoras. O projeto foi desenvolvido dentro do braço de venture capital da gestora e conta com o apoio de players globais como VettaFi, ETF Action e os executivos norte-americanos Tom Lydon e Garrett Paolella.

Metas até 2026

De acordo com Nobile, a prioridade para os próximos anos é consolidar a marca Dex no mercado brasileiro de ETFs. O executivo afirma que o aporte robusto foi planejado para permitir a construção do ecossistema sem pressão imediata por resultados financeiros.

A tese da empresa é replicar no Brasil o crescimento dos ETFs visto nos Estados Unidos e na Europa, considerando o produto mais transparente, de menor custo, negociado em bolsa e com liquidez diária.

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