A combinação de falta de imóveis disponíveis, custos crescentes de construção e escassez de mão de obra qualificada está levando construtoras norte-americanas a adotarem a impressão 3D em larga escala. O método, que antes aparecia apenas em projetos-piloto, já resulta em residências comercializadas em bairros tradicionais do país.
Nos canteiros de obras, impressoras gigantes aplicam camadas de concreto que formam as paredes em ritmo mais acelerado do que o sistema convencional de estrutura de madeira. Em Austin, no Texas, um loteamento inteiro utiliza a técnica.
Segundo Jason Ballard, cofundador e presidente-executivo da ICON — empresa responsável pela tecnologia em Austin —, as residências impressas oferecem vantagens além da rapidez. “São mais eficientes em energia, mais resistentes e suportam melhor desastres naturais”, afirmou.
O atrativo já desperta interesse, principalmente entre compradores de primeira viagem que buscam estrutura robusta e baixo custo de manutenção. As paredes de concreto foram projetadas para resistir a pragas, intempéries e desgaste estrutural, enquanto o desenho curvo do interior amplia a liberdade de layout.
Imagem: Arabella Bennett FOXBusiness via foxbusiness.com
A nova moradora Vicky Pridgen relatou que a solidez do material foi decisiva. “Seria preciso muito para romper essas paredes ou permitir que formigas atravessassem as camadas de concreto. Parece bem firme para mim”, disse.
Com a demanda por moradia superando a oferta em várias regiões dos Estados Unidos, construtoras procuram processos que encurtem prazos sem comprometer a qualidade. Diante da falta de mão de obra e de custos elevados, a impressão 3D surge como alternativa para construir mais rápido, utilizando menos trabalhadores e reduzindo desperdícios.