As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operavam em queda na manhã desta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, depois de o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmar que a “calibragem” da Selic é a palavra-chave do momento atual da política monetária.
Às 11h44, o DI para janeiro de 2028 marcava 12,64% ao ano, abaixo do ajuste anterior de 12,67%. O contrato para janeiro de 2035 recuava para 13,425%, ante 13,507% na sessão passada.
No exterior, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para investimentos, subia dois pontos-base, alcançando 4,224% ao ano.
Durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), na capital paulista, Galípolo declarou que a economia vive uma fase distinta do período em que se encerrou o ciclo de alta de juros. Segundo ele, embora haja melhora nos índices de inflação, o mercado de trabalho continua apertado, exigindo “parcimônia” e “cautela” na condução da política monetária.
“Não se trata de uma volta da vitória”, afirmou o presidente do BC, ao explicar que ainda existem sinais de resiliência econômica que demandam ajustes graduais na taxa básica.
Imagem: Reuters via moneytimes.com.br
Após as declarações, as taxas dos DIs perderam a força observada na abertura e consolidaram movimento de queda nos vencimentos a partir de 2028.
No fim de janeiro, o Comitê de Política Monetária manteve a Selic em 15% ao ano, mas indicou a possibilidade de iniciar cortes em março. Conforme os dados mais recentes da B3, as opções de Copom apontavam 67,50% de probabilidade de redução de 0,50 ponto percentual no próximo encontro, 21% de chance de corte de 0,25 ponto e 6,30% de possibilidade de ajuste de 0,75 ponto.
O mercado segue acompanhando novos indicadores e comunicados do Banco Central para calibrar as apostas sobre o tamanho do primeiro movimento de baixa na taxa básica.