O United Auto Workers (UAW) afirmou nesta segunda-feira que TJ Sabula, 40 anos, funcionário da Ford que gritou “protetor de pedófilo” para o então presidente Donald Trump durante visita à planta River Rouge, em Dearborn (Michigan), continua empregado e não recebeu qualquer medida disciplinar.
Segundo a vice-presidente do sindicato, Laura Dickerson, Trump reagiu dizendo que Sabula seria demitido. “Isto aqui não é The Apprentice”, declarou Dickerson em conferência política realizada em Washington, ressaltando que o trabalhador segue no cargo e sem advertências formais. A dirigente enfatizou que o UAW defende o direito de liberdade de expressão de seus representados.
O episódio ocorreu no mês passado, quando o presidente visitava o complexo industrial da montadora. De acordo com vídeos do momento, Trump chegou a resmungar “f— you” duas vezes e ergueu o dedo médio em direção ao funcionário.
Na ocasião, Sabula disse ao The Washington Post não se arrepender do ato. Ele estimou que estava a cerca de 18 metros de distância do presidente e afirmou ter sido “alvo de retaliação política” por constranger Trump publicamente.
Após a visita, o presidente executivo da Ford, Bill Ford, classificou o incidente como “infeliz” e afirmou ter ficado constrangido. Já a Casa Branca considerou a reação de Trump “apropriada”; o diretor de comunicação, Steven Cheung, descreveu o trabalhador como “lunático em ataque de fúria”.
Imagem: Landon Mion FOXBusiness via foxbusiness.com
Sabula se identifica como independente politicamente, diz nunca ter votado em Trump, embora já tenha apoiado outros republicanos.
Paralelamente, o Departamento de Justiça continua pressionado por congressistas de ambos os partidos por ainda não divulgar integralmente documentos ligados às investigações sobre o abusador sexual Jeffrey Epstein; legislação bipartidária determinava a publicação até 19 de dezembro.