Chevron retoma refino de petróleo venezuelano nos EUA após captura de Nicolás Maduro

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Pascagoula (Mississippi), – A Chevron iniciou o processamento do primeiro carregamento de petróleo venezuelano em sua refinaria da Costa do Golfo desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida no mês passado em Caracas.

Segundo a companhia, aproximadamente 50 mil barris diários de petróleo pesado provenientes da Venezuela já estão sendo transformados em gasolina, diesel e querosene de aviação para o mercado norte-americano. A unidade de Pascagoula, com capacidade total de 300 mil barris por dia, é projetada para operar com óleo pesado e ácido, característica do tipo venezuelano.

Operação mais próxima e custo menor

Andy Walz, presidente de Downstream, Midstream & Chemicals da Chevron, afirmou que a proximidade da Venezuela reduz custos e melhora a eficiência das refinarias norte-americanas. “Esse petróleo é mais barato e está mais perto, o que ajuda as unidades a funcionarem como foram concebidas”, declarou em entrevista concedida na quinta-feira (14).

A estrutura do porto de Pascagoula permite que os navios descarreguem diretamente na refinaria, eliminando a necessidade de transferências para embarcações menores ou dutos offshore. “É um sistema bastante eficiente”, completou Walz, apontando um navio atracado no terminal da empresa.

Capacidade de expansão

A Chevron informou que pode absorver mais 100 mil barris diários de petróleo venezuelano em outras refinarias dos Estados Unidos à medida que novos carregamentos cheguem. Além de Pascagoula, apenas instalações complexas em Nova Orleans, Lake Charles, Port Arthur, Houston e Corpus Christi conseguem processar o óleo pesado da Venezuela.

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Imagem: Taylor Penley FOXBusiness via foxbusiness.com

Produção venezuelana em crescimento

O presidente-executivo da Chevron, Mike Wirth, destacou a ampliação das operações no país sul-americano. Ele lembrou que a companhia está na Venezuela há quase um século e que a produção local saltou de 50 mil para 250 mil barris diários nos últimos anos, podendo aumentar mais 50% nos próximos 18 a 24 meses. Wirth também mencionou que a Chevron vem recebendo pagamento de dívidas acumuladas no país.

Com a volta dos embarques, a empresa passa a utilizar parte dessa produção para abastecer o mercado dos Estados Unidos, retomando um fluxo interrompido antes da recente mudança no cenário político venezuelano.

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