O Bitcoin (BTC) já registra desvalorização de 22,3% desde 1º de janeiro e, se o movimento não se reverter até 31 de março, o ativo terá o pior desempenho para um primeiro trimestre em oito anos.
O preço iniciou 2026 próximo de US$ 87.700 e caiu para cerca de US$ 68.000, baixa superior a US$ 20.000, conforme dados da plataforma CoinGlass. A última vez que o maior criptoativo passou por um início de ano tão negativo foi em 2018, quando recuou 49,7% entre janeiro e março, pleno mercado de baixa.
Dos 13 primeiros trimestres já observados desde a criação do Bitcoin, sete terminaram no vermelho. Além de 2018, as quedas mais recentes ocorreram em 2020 (-10,8%) e 2025 (-11,8%). O analista conhecido como Daan Trades Crypto destacou que o período costuma ser volátil e que o comportamento no primeiro trimestre nem sempre se mantém nos meses seguintes.
Caso a cotação não retome o nível de US$ 80.000 até o fim do mês, fevereiro ficará negativo e marcará a primeira vez em que janeiro e fevereiro fecham ambos no vermelho. Janeiro terminou com queda de 10,2% e, até o momento, fevereiro acumula recuo de 13,4%.
Enquanto isso, o Ether (ETH) acumula perda de 34,3% no mesmo intervalo. Em nove anos de histórico trimestral, o ativo só ficou negativo no primeiro trimestre em 2018, 2022 e agora em 2026, configurando o terceiro pior desempenho para o token.
Imagem: cointelegraph.com
Para Nick Ruck, diretor da LVRG Research, o movimento atual representa uma correção típica diante das incertezas macroeconômicas globais, e não uma mudança estrutural na tendência de longo prazo. Ele observa que a adoção institucional e a dinâmica do próximo halving sustentam a possibilidade de recuperação nos meses seguintes.
O BTC completa cinco semanas seguidas de queda. Nas últimas 24 horas, recuou 2,3%, sendo negociado a US$ 68.670, segundo o CoinGecko.