Transparência em fundos imobiliários desperta debate sobre excesso de informação, diz especialista

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A ampla divulgação de dados, apontada como uma das principais virtudes dos fundos de investimento imobiliário (FIIs) no Brasil, também abre espaço para um dilema: até que ponto o excesso de informação beneficia o investidor. A avaliação é de Arthur Moraes, especialista no segmento, que participou do programa Liga de FIIs, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no YouTube.

Moraes classifica os FIIs como possivelmente o investimento mais transparente do mercado brasileiro. Segundo ele, esse grau de abertura sustenta a confiança construída pelo setor ao longo dos anos. “A transparência gera valor. Ela traz luz para o investidor que consegue identificar com clareza o que está acontecendo”, afirmou.

O problema, ressalta o especialista, aparece quando a comunicação deixa de esclarecer e passa a gerar ruído. Informações detalhadas em excesso, se mal interpretadas, podem criar insegurança desnecessária. Moraes compara a situação às respostas dadas a crianças: muitas vezes, uma explicação simples seria suficiente, enquanto detalhes adicionais provocam novas dúvidas. “Menos é mais. Se houver mais curiosidade, a pergunta vem depois”, disse.

Relatórios precisam atender perfis distintos

O mesmo desafio se estende aos relatórios gerenciais dos fundos. Para Moraes, os documentos de qualidade conseguem dialogar com diferentes públicos ao combinar texto, planilhas, gráficos e imagens. “Dificilmente alguém consome tudo, mas cada investidor encontra ali o que faz mais sentido”, explicou.

Ele lembra que o público dos FIIs é heterogêneo, abrangendo desde investidores institucionais, que elaboram análises profundas, até pessoas físicas interessadas apenas no básico. “A dificuldade não está na transparência em si, mas em como cada tipo de investidor recebe essa informação”, avaliou.

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Imagem: infomoney.com.br

Modelo atual é defendido

Apesar do risco de sobrecarga informacional, Moraes defende a manutenção do modelo vigente. Para ele, a transparência agrega valor ao mercado como um todo e a estrutura simples dos fundos, baseada em fluxo de caixa — entrada e saída de recursos —, facilita o acompanhamento.

A entrevista completa com Arthur Moraes está disponível na edição desta semana do Liga de FIIs, que também reúne todas as conversas anteriores em seu acervo online.

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