O custo do combustível na Califórnia disparou nas últimas semanas, refletindo a redução da capacidade de refino no estado. Dados da AAA indicam que o preço médio do galão chegou a US$ 4,58, alta de US$ 0,40 em relação a duas semanas atrás, quando estava em US$ 4,18, e de US$ 0,12 na comparação com a semana anterior (US$ 4,46).
O valor praticado no estado supera com folga a média nacional, de US$ 2,92 por galão. Entre os demais estados, os preços mais elevados são registrados no Havaí (US$ 4,37), Washington (US$ 4,15) e Oregon (US$ 3,68).
A escalada nos preços coincide com o encerramento das operações da refinaria da Valero em Benicia, no norte da Califórnia, e com o fechamento anterior da unidade da Phillips 66 em Los Angeles. Com a saída de Benicia, restam apenas seis refinarias em atividade no estado, o maior consumidor de combustíveis do país depois do Texas.
No norte da Califórnia operam as refinarias da Chevron (Richmond) e da PBF Energy (Martinez). No sul, funcionam as unidades da Marathon (Los Angeles), Chevron (El Segundo), PBF Energy (Torrance) e Valero (Wilmington).
A redução da oferta levou a bancada republicana do Senado estadual a solicitar, por carta, que o governador democrata Gavin Newsom convoque uma sessão especial para discutir o que classificam como “crise de custo e abastecimento” provocada por políticas direcionadas ao setor de petróleo e gás.
Imagem: Eric Revell FOXBusiness via foxbusiness.com
“A Califórnia está realmente no limite. As refinarias estão fechando, a oferta está diminuindo e meus eleitores pagam mais a cada dia”, afirmou a senadora republicana Suzette Martinez Valladares em entrevista exibida pelo canal Fox Business.
No restante do país, o quadro é oposto. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do Departamento de Estatísticas do Trabalho mostra que, em janeiro, o preço da gasolina caiu 7,5% em 12 meses e 3,2% em relação ao mês anterior. O índice de energia permaneceu praticamente estável, com variação negativa de 0,1% no ano.
As reduções na bomba, contudo, têm sido compensadas por altas na conta de luz e no gás encanado. Segundo o CPI, a eletricidade subiu 6,3% e o gás de uso residencial, 9,8% no mesmo período.