NOVA YORK, 22.fev.26 (AFP) – O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou neste domingo (22) que os acordos firmados com a União Europeia, a China e outros parceiros serão preservados, apesar de a Suprema Corte ter anulado, na sexta-feira (20), a maior parte das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
“Estamos em negociações ativas com eles. Queremos que entendam que esses compromissos são benéficos e pretendemos cumpri-los. Esperamos que nossos parceiros façam o mesmo”, declarou Greer no programa “Face the Nation”, da CBS.
Em entrevista separada à ABC, o representante esclareceu que o encontro previsto para abril entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, não tem como foco uma disputa comercial. Segundo Greer, o objetivo é garantir estabilidade, confirmar a compra de produtos agrícolas norte-americanos, aeronaves Boeing e outros bens pela China, além de assegurar o fornecimento de terras raras aos EUA. “Se houver espaço para novos acordos, iremos explorá-lo”, acrescentou.
A decisão da Suprema Corte, na sexta-feira, considerou que Trump excedeu sua autoridade ao estabelecer as tarifas. No dia seguinte (21), o presidente reagiu elevando a tarifa global dos EUA de 10% para 15%. O novo percentual passa a valer em 24 de fevereiro, por 150 dias, com isenções específicas para alguns setores.
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“É importante lembrar que, ao longo dos anos, o Congresso delegou ampla autoridade ao presidente em matéria tarifária”, argumentou Greer na entrevista à CBS.
Trump, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e Jamieson Greer participaram de coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, após a divulgação da decisão judicial.