Um ingresso de R$ 26 bilhões em capital estrangeiro impulsionou o Ibovespa a subir 13% em janeiro. Vale (VALE3) avançou 17% e Petrobras (PETR4) 22,5%, juntas responsáveis por 36,7% do ganho do índice no período.
Grande parte dos fundos locais chegou ao rali subponderada ou fora dessas ações. Dados do BTG Pactual indicam que muitos gestores ficaram de 5 a 7 pontos percentuais atrás do desempenho do Ibovespa.
O relatório Bússola de Sentimento do Gestor, elaborado pelo BTG, mostra que o número de pessimistas passou de 11% em novembro para 24% em fevereiro, enquanto 40% se declaram neutros.
A percepção de sobrevalorização ganhou força: apenas 5% apontavam a bolsa como cara em novembro, proporção que saltou para 31% após a disparada recente. Outros 49% enxergam o Ibovespa em valor justo.
A maioria dos entrevistados projeta o índice entre 180 mil e 200 mil pontos no encerramento de 2026.
Imagem: Seu Dinheiro via moneytimes.com.br
Com menor espaço para altas baseadas em reprecificação, a escolha de ativos ficou mais seletiva. Setores defensivos e financeiros lideram, concentrando 32% das menções cada. Entre as ações mais citadas para posições compradas (long) aparecem Axia (AXIA3), BTG Pactual (BPAC11) e Copel (CPLE3).
As posições vendidas (short) se concentram em commodities e varejo. Vale, Petrobras e Ambev (ABEV3) continuam entre as principais apostas de queda, mesmo após a forte valorização recente. Gestores avaliam que o rali nessas companhias foi excessivo e pode abrir espaço para correções, o que ajudaria a recuperar as perdas sofridas no início do ano.
As indicações de compra e venda foram fornecidas espontaneamente pelos gestores.