O Ibovespa encerrou fevereiro com valorização de 5,3%, mas algumas ações superaram de longe o desempenho do principal índice da B3. Dez papéis avançaram até seis vezes mais que a média, liderados pela MRV, que subiu 26,89% no período.
1º – MRV ON (MRVE3) | +26,89% | R$ 10,24
2º – >Suzano ON (SUZB3) | +17,58% | R$ 58,00
3º – >Direcional ON (DIRR3) | +16,99% | R$ 16,32
4º – >Telefônica Brasil ON (VIVT3) | +15,75% | R$ 43,18
5º – >Axia Energia PNB (AXIA6) | +15,65% | R$ 66,86
6º – >Cury S/A ON (CURY3) | +13,92% | R$ 38,86
7º – >TIM ON (TIMS3) | +13,78% | R$ 27,90
8º – >Axia Energia ON (AXIA3) | +12,69% | R$ 61,27
9º – >Usiminas PNA (USIM5) | +12,22% | R$ 7,07
Imagem: PHIL LEO via valorinveste.globo.com
10º – >Axia Energia PNC (AXIA7) | +11,82% | R$ 59,04
A construtora de baixa renda foi beneficiada pelo Programa Minha Casa Minha Vida, pela expectativa de corte nos juros e por um plano de desinvestimento na Resia, que prevê a venda de ativos de cerca de US$ 650 milhões até 2026, projetando fluxo de caixa livre de aproximadamente US$ 400 milhões.
A fabricante de celulose ganhou com a recuperação dos preços internacionais do insumo e pela redução de 3,5% em sua própria capacidade produtiva. No quarto trimestre de 2025, registrou lucro líquido de R$ 116 milhões, revertendo prejuízo de R$ 6,7 bilhões um ano antes, além de apresentar Ebitda acima das estimativas de mercado.
A “small cap” do setor de construção civil aparece entre as líderes do mês impulsionada por perspectivas de margens maiores e pelo aumento da faixa de isenção do Minha Casa Minha Vida, que deve elevar vendas e lançamentos.
Os papéis reagiram positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, que mostrou lucro líquido de R$ 1,88 bilhão, alta de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024. A receita total cresceu 7,1%, alcançando R$ 15,6 bilhões.
A empresa avançou com a rotação de capital para ativos expostos ao mercado interno e pela expectativa de redução da taxa básica de juros, o que melhora o custo de capital e a previsibilidade de resultados, segundo gestores de mercado.
Completam o grupo de maiores altas Cury, TIM e Usiminas, que também se beneficiaram do cenário de juros em queda e de resultados operacionais considerados robustos para o início de 2026.