Sam Altman defende acordo da OpenAI com o Pentágono após ordem de Trump contra a Anthropic

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Washington, 27 abr. – O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, respondeu publicamente neste sábado (27) a questionamentos sobre o novo contrato que permite ao Departamento de Guerra dos Estados Unidos (DoW) utilizar modelos de inteligência artificial da empresa em rede sigilosa do governo.

A manifestação ocorreu na plataforma X um dia depois de o presidente Donald Trump determinar que todos os órgãos federais deixem de usar, em até seis meses, tecnologias da concorrente Anthropic.

Principais pontos do acordo

Ao comunicar o acerto na noite de sexta-feira (26), Altman afirmou que a segurança da IA e a distribuição ampla de seus benefícios permanecem no centro da missão da OpenAI. Segundo ele, o contrato inclui duas regras consideradas essenciais pela companhia:

  • proibição de vigilância em massa no território doméstico;
  • obrigação de responsabilidade humana no uso da força, inclusive em sistemas de armas autônomos.

Altman declarou que o DoW concordou com esses princípios e os incorporou ao documento.

Contexto do embate com a Anthropic

No mesmo dia em que foi anunciado o acordo com a OpenAI, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, classificou a Anthropic como “risco à cadeia de suprimentos para a segurança nacional”. A medida seguiu-se à recusa do diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, em permitir que sua IA fosse usada “para todos os propósitos legais”, alegando temor de vigilância em massa de norte-americanos e de armas totalmente autônomas.

Questionado sobre a diferença de tratamento, Altman explicou que a Anthropic estava mais concentrada em cláusulas específicas de proibição, enquanto a OpenAI se baseou em leis já existentes, além de ter aceitado menor controle operacional sobre o projeto.

Negociações aceleradas

O executivo afirmou que as conversas com o Pentágono começaram há meses para trabalhos não confidenciais. A possibilidade de atuação em ambiente classificado ganhou força nesta semana, após o impasse com a Anthropic.

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Imagem: Michael Sinkewicz FOXBusiness via foxbusiness.com

De acordo com Altman, autoridades militares demonstraram surpresa com a disposição da OpenAI em lidar com dados sigilosos. Ele acrescentou que a empresa já havia recusado propostas anteriores nessa área, assumidas pela rival.

Altman admitiu que a rapidez na conclusão do acordo buscou “desescalar a situação” e garantir que termos semelhantes estejam disponíveis a outros laboratórios de IA. Apesar disso, reconheceu o risco de que a OpenAI possa um dia receber a mesma designação de “risco à cadeia de suprimentos” imposta à Anthropic.

Preocupações e futuro

O executivo também comentou a possibilidade de o governo federal tentar nacionalizar desenvolvedoras de IA. Para ele, o cenário parece improvável no momento, mas uma parceria estreita entre empresas e governos é “superimportante”.

Entre os pontos mais difíceis de conciliar no contrato, Altman citou a questão da vigilância internacional. “Aceito que o Exército dos EUA faça alguma vigilância de estrangeiros e sei que governos estrangeiros tentam fazer o mesmo conosco, mas ainda não gosto disso”, disse, ressaltando que a decisão cabe ao processo democrático.

Altman encerrou afirmando que a tecnologia de IA é “muito importante” e que sua empresa pretende apoiar “a missão essencial” do Departamento de Guerra.

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