O fundador e presidente-executivo da Whoop, Will Ahmed, negou que a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, tenha violado protocolos de segurança ao aparecer usando um dispositivo vestível durante reunião recente.
A polêmica começou quando uma foto amplamente compartilhada nas redes sociais mostrou Wiles com um aparelho no pulso, levando usuários a sugerirem que se tratava de um smartwatch — equipamento normalmente restrito em ambientes sensíveis por conter recursos de gravação e conectividade.
“É um Whoop”, escreveu Ahmed na plataforma X (antigo Twitter). Segundo ele, o aparelho visto na imagem é a pulseira de monitoramento físico produzida por sua empresa, avaliada em cerca de US$ 3,6 bilhões. O executivo acrescentou que o modelo não possui microfone, GPS nem conexão celular e é aprovado pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.
A fotografia de Wiles foi feita em 28 de fevereiro de 2026, durante a Operation Epic Fury realizada em Mar-a-Lago, Palm Beach (Flórida). A ação, conduzida por forças americanas e israelenses, resultou na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, além de outros altos oficiais iranianos.
Na mesma rede social, Ahmed comentou que, após a operação, a recuperação física de Wiles provavelmente apresentava frequência cardíaca de repouso baixa e alta variabilidade da frequência cardíaca — métricas acompanhadas pelo aplicativo da Whoop, que também mensura sono, estresse e prontidão.
Imagem: Amanda Macias FOXBusiness via foxbusiness.com
Órgãos governamentais norte-americanos costumam restringir a presença de dispositivos eletrônicos pessoais que possam transmitir dados em áreas classificadas. Smartwatches, em especial, são alvo de atenção pelo potencial de conectividade. Apesar das críticas, Ahmed sustentou que o produto da Whoop não representa risco cibernético.
A Casa Branca foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.