Investir em ações foi a estratégia mais rentável dos últimos 125 anos, aponta relatório do UBS. De acordo com o banco suíço, US$ 1 colocado no mercado acionário dos Estados Unidos em 1900 teria crescido para US$ 124.854 até o fim de 2025.
No mesmo intervalo, a mesma quantia renderia US$ 284 se aplicada em títulos públicos de longo prazo e US$ 69 em Treasury bills. Corrigida apenas pela inflação, chegaria a US$ 38.
O estudo reúne dados de retornos de ações, títulos, caixa, moedas e inflação em 35 mercados desde 1900, formando uma das séries mais extensas já publicadas sobre desempenho de ativos financeiros.
Os resultados reforçam a chamada lei do risco e retorno: assumir mais risco tende a trazer maior recompensa esperada. Segundo o UBS, a superioridade das ações não se restringiu aos Estados Unidos; entre os países com séries completas, o mercado acionário liderou os ganhos em todos eles.
Diante da recente escalada do conflito envolvendo o Irã, o banco também analisou o impacto de tensões geopolíticas sobre as bolsas. Utilizando uma regressão simples entre o retorno futuro das ações globais e um índice de ameaça geopolítica, os pesquisadores não encontraram correlação significativa para horizontes de um mês ou um ano.
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Isso não significa que guerras não causem quedas expressivas. A Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e o choque do petróleo de 1973-74 figuram entre os seis piores períodos para os mercados desde 1900. Ainda assim, o UBS observa que crises econômicas internas foram responsáveis pela maior parte dos grandes mercados de baixa em tempos de paz.
Dos quatro maiores episódios de desvalorização fora de conflitos, três tiveram origem econômica. Já a correção de 1973-74 começou com um choque geopolítico, mas evoluiu para uma crise econômica mais ampla. Na avaliação histórica do banco, na maioria dos casos os investidores acertaram ao não se deixar levar exclusivamente pelo ruído político internacional.