Petrobras não estuda investir na Venezuela no momento, diz Magda Chambriard

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Rio de Janeiro — A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (6) que a companhia não conduz, no momento, qualquer estudo para investir na Venezuela.

Em coletiva de imprensa convocada para detalhar o balanço da estatal, a executiva classificou como “absurdo completo” a hipótese de que a petroleira esteja preparando aportes no país vizinho. Segundo ela, eventuais movimentos na região só seriam considerados caso os embargos internacionais fossem suspensos.

“Se fosse possível ir à Venezuela, a Venezuela seria sim um país em que a Petrobras poderia explorar petróleo”, declarou. “Mas é um país difícil, com reservas complicadas de serem exploradas e onde há impossibilidade por conta de embargo. Então, não estamos falando em ir para a Venezuela agora”, acrescentou. Chambriard disse ainda que, caso as restrições sejam revogadas, a empresa poderá reavaliar oportunidades.

Interesse renovado após ação dos EUA

A Venezuela voltou ao radar da indústria do petróleo depois que os Estados Unidos invadiram o país no início do ano para prender o ditador Nicolás Maduro. O presidente americano, Donald Trump, vem estimulando companhias do setor a investir na produção venezuelana.

Histórico da Petrobras no país

A Petrobras operou na Venezuela entre 2002 e 2013. A presença teve início com a compra da argentina Perez Companc, que mantinha ativos em território venezuelano, e terminou quando a estatal vendeu sua subsidiária na Argentina. No período, chegaram a ser assinados acordos bilaterais para investimentos no Brasil, mas as iniciativas não avançaram.

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Imagem: redir.folha.com.br

Reservas e viabilidade econômica

O governo venezuelano afirma deter 303 bilhões de barris de petróleo, o maior volume comprovado do mundo. Especialistas apontam, contudo, que grande parte dessas reservas exigiria preços elevados para justificar a exploração.

Levantamento da consultoria Rystad Energy indica que projetos no país só se viabilizariam com o barril acima de US$ 80 por período prolongado. Nesta sexta-feira, o Brent chegou a superar US$ 90, impulsionado pela intensificação do conflito no Oriente Médio, mas analistas ainda não projetam por quanto tempo as cotações permanecerão nesse patamar.

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