Ministros das Finanças do G7 avaliam liberar reservas emergenciais de petróleo após disparada de preços

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Os ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G7) realizam nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, uma teleconferência para discutir uma possível liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo, em resposta ao forte aumento das cotações provocado pela guerra no Irã.

O encontro contará com a participação do diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, que apresentará avaliação dos impactos do conflito e das alternativas para conter a volatilidade no mercado.

Segundo o jornal Financial Times, três países do G7 — entre eles os Estados Unidos — já manifestaram apoio à medida. Autoridades norte-americanas consideram adequado liberar entre 300 milhões e 400 milhões de barris, volume equivalente a aproximadamente um quarto ou um terço das reservas públicas sob coordenação da AIE.

A Casa Branca não se pronunciou de imediato sobre o assunto.

Preços disparam

Na manhã desta segunda-feira, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, era cotado a US$ 103,80, alta superior a 14%. O Brent, parâmetro internacional, subia na mesma proporção, a US$ 105,88. Outros tipos, como Murban e WTI Midland, também registravam ganhos expressivos, enquanto o petróleo Mars, dos EUA, avançava quase 24%.

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Imagem: Ashley Carnahan FOXBusiness via foxbusiness.com

Posicionamento da Casa Branca

O presidente Donald Trump afirmou no domingo, 8 de março, que o encarecimento do petróleo é “um preço muito pequeno” a pagar pela segurança global. Em publicação na rede Truth Social, ele declarou que os valores “cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada”.

Mecanismo de resposta da AIE

Criada em 1974, após a crise do petróleo de 1973-1974, a AIE coordena ações coletivas para enfrentar choques de oferta. O plano de resposta emergencial foi acionado cinco vezes: na Guerra do Golfo de 1991, após os furacões Katrina e Rita em 2005, durante a crise na Líbia em 2011 e, em duas ocasiões, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

A possibilidade de um sexto acionamento do mecanismo agora está na mesa dos países do G7, que buscam evitar impactos ainda maiores sobre a economia global.

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