Banco Central providencia troca de conselheiro fiscal da Centrus envolvido no caso Master

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O Banco Central prepara a substituição de Belline Santana no conselho fiscal da Centrus, fundo de pensão dos servidores da autarquia. A formalização da saída deve ocorrer ainda neste mês, segundo fonte ouvida sob condição de anonimato.

Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, é alvo de investigação da Polícia Federal no âmbito do caso Master. Ele e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza foram submetidos, em 4 de março, a mandados de busca e apreensão e obrigados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a utilizar tornozeleira eletrônica.

Definição do substituto

O posto pode ser assumido pelo suplente Eduardo Russolo Ferreira, chefe do departamento que cuida da contabilidade e da execução orçamentária do BC, mas a decisão final depende de análise jurídica em andamento. A orientação deve ser concluída nos próximos dias, conforme pedido de urgência apresentado à área técnica.

Procurado por telefone e mensagem de WhatsApp por volta das 20h30, Santana não se manifestou. A reportagem também não localizou sua defesa.

Composição do colegiado

A Centrus é uma entidade fechada de previdência complementar. Seu conselho fiscal, responsável por acompanhar a gestão econômico-financeira do fundo, tem quatro integrantes.

Santana ingressou no colegiado em dezembro de 2024, com mandato de quatro anos, na vaga de Everaldo Luis Bonetti. Servidor do Banco Central desde 1998 e economista de formação, ele ocupava uma das cadeiras destinadas ao patrocinador da fundação.

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Imagem: redir.folha.com.br

Apurações internas

No processo que envolve o Banco Master, a Polícia Federal aponta que Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, manteve contato frequente com Santana e Souza para discutir questões regulatórias, enviar documentos e receber informações sobre o monitoramento feito pelo BC.

Em nota, o Banco Central comunicou ter identificado indícios de recebimento de vantagens indevidas pelos dois servidores. A corregedoria conduz o procedimento sob sigilo. Como medidas cautelares, a autarquia afastou ambos dos cargos, bloqueou o acesso às dependências e sistemas internos e notificou a Polícia Federal.

Não há previsão oficial para a conclusão das investigações.

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