Juros futuros avançam com tensão no Oriente Médio e expectativa por pesquisa eleitoral

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São Paulo, 11 de março de 2026 (quarta-feira, 9h38) – As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram em alta, revertendo a queda expressiva registrada na véspera. O movimento reflete o aumento da aversão ao risco provocado pelo agravamento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além da espera pela nova pesquisa Genial/Quaest, programada para as 14h.

Principais cotações

• DI para janeiro de 2028: 13,165% (+15 pontos-base ante 13,012% do ajuste anterior)
• DI para janeiro de 2035: 13,74% (+10 pontos-base frente a 13,644%)

Contexto externo influencia mercado

Na terça-feira, a curva finalizou em queda após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar que o desfecho da guerra com o Irã poderia ser rápido. Horas depois, porém, ressurgiram temores de que Teerã coloque minas no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que pressionou o câmbio e reduziu o otimismo.

Na manhã desta quarta-feira, o Irã lançou ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio; pelo menos três navios foram atingidos no Golfo. O governo iraniano também ameaçou interesses econômicos e bancários ligados a EUA e Israel e previu que o petróleo pode chegar a US$ 200 por barril. Às 9h30, o barril era negociado em torno de US$ 87 em Nova York e US$ 91 em Londres, mesmo após a Agência Internacional de Energia indicar a possível liberação de 400 milhões de barris de reservas para conter a escalada dos preços.

No mercado internacional de renda fixa, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global – subia 5 pontos-base, alcançando 4,183%.

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Imagem: Reuters via moneytimes.com.br

Agenda doméstica

Além da sondagem Genial/Quaest sobre a corrida presidencial, os agentes acompanham os dados de vendas no varejo divulgados pelo IBGE: crescimento de 0,4% em janeiro frente a dezembro (quando houve recuo de 0,4%) e alta de 2,8% sobre igual mês de 2025. Analistas consultados pela Reuters projetavam queda de 0,1% mês a mês e avanço anual de 1,65%.

O impacto da valorização do petróleo sobre a inflação global, inclusive no Brasil, permanece no radar dos investidores.

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