Washington, — O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta quinta-feira que a Marinha norte-americana poderá começar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz “relativamente em breve”, mas ressaltou que, no momento, as forças navais ainda não estão prontas para a operação.
Em entrevista ao programa “Squawk Box”, da CNBC, Wright disse que a medida passará a ser considerada assim que prosseguir a campanha aérea contra as capacidades militares do Irã. O Estreito de Ormuz, ponto de passagem vital para o transporte de petróleo no Golfo Pérsico, vive forte redução de tráfego devido ao risco de ataques iranianos.
“Vai acontecer relativamente logo, mas não pode ser agora. Ainda não estamos prontos”, declarou o secretário. Segundo ele, todos os recursos militares dos EUA estão concentrados, no momento, em destruir as capacidades ofensivas do Irã e a indústria que as abastece.
Questionado se a Marinha teria condições de iniciar as escoltas até o fim deste mês, Wright respondeu: “Sim, acho bem provável”. O secretário acrescentou que se reuniria ainda hoje com autoridades do Pentágono para discutir o tema.
Wright lembrou que grande volume de matéria-prima estratégica sai pelo Estreito de Ormuz e destacou a posição energética dos Estados Unidos. “Com as políticas do presidente Trump, somos exportadores líquidos de petróleo e gás natural, e ampliaremos significativamente nossa capacidade de exportação de gás até o fim deste ano”, afirmou.
O integrante do gabinete reforçou que a administração Trump pretende “destruir permanentemente” a capacidade iraniana de produzir mísseis, drones e de manter um programa nuclear, evitando, segundo ele, que Teerã “mantenha o mundo refém” no futuro.
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As declarações ocorreram após a exclusão de uma publicação na rede social X, feita na conta de Wright, que informava que a Marinha já havia escoltado um petroleiro pelo estreito. Mais tarde, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, esclareceu que “nenhum navio foi escoltado até o momento”, embora a opção permaneça disponível “se e quando necessário”.
Os conflitos na região fizeram o preço do barril de petróleo chegar a quase US$ 115 antes de recuar para o intervalo de US$ 80 a US$ 95 nesta semana. Nos Estados Unidos, o valor médio do galão de gasolina subiu para US$ 3,598, segundo a AAA, ante US$ 2,944 há um mês.
Não há, até agora, cronograma oficial para o início das escoltas, mas o Departamento de Energia e o Pentágono continuam avaliando a situação no Golfo Pérsico.