Relação Bitcoin–ouro volta a subir e abre janela de oportunidade, apontam analistas

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São Paulo, — A proporção entre o preço do Bitcoin (BTC) e o do ouro voltou a ganhar força após recuar para patamar observado em 2017, 2022 e 2023, indicando possível ponto de reversão para a criptomoeda em comparação ao metal precioso.

Indicadores técnicos sinalizam divergência de alta

Michaël van de Poppe, fundador da MN Capital, destacou que o gráfico diário da relação BTC/ouro formou uma divergência de alta no Índice de Força Relativa (RSI). O movimento ocorreu quando o rácio desceu para a zona de suporte entre 12 e 13 — nível que funcionou como resistência em 2017 e virou suporte nos dois anos seguintes.

Fluxo de ETFs mostra caminhos opostos

Enquanto a maior ETF lastreada em ouro dos Estados Unidos, a SPDR Gold Shares (GLD), registrou saída de US$ 3 bilhões em 6 de março — valor 200% superior a qualquer retirada diária dos últimos dois anos —, os fundos de Bitcoin viram melhora nos ingressos.

Em 11 de março, o saldo líquido de ETFs de BTC acumulou entrada de US$ 906 milhões nos 30 dias anteriores, revertendo a saída de US$ 1,9 bilhão observada um mês antes. No mesmo período, o volume detido por esses veículos avançou 12.909 BTC, contra redução de 34.197 BTC registrada anteriormente. Já as participações em ETFs de ouro caíram de aproximadamente 1,4 milhão para 606.850 onças de 13 de fevereiro até a data atual.

Contexto macroeconômico favorece criptoativos

Relatório da Binance Research avalia que a volatilidade global — intensificada por tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã — tem aproximado o comportamento do Bitcoin ao de ativos como petróleo e ações americanas. Mesmo assim, parte do capital estaria retornando ao BTC: a fatia negociada via ETFs à vista nos EUA subiu recentemente e já responde por 9% do volume total da moeda digital. Para efeito de comparação, nos mercados de ações dos EUA, os ETFs representam entre 30% e 40% das operações.

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Imagem: cointelegraph.com

Eleições nos EUA e desempenho histórico

O estudo relembra que anos de eleições legislativas norte-americanas costumam trazer quedas de mercado — em média, 16% para o S&P 500 e 56% para o Bitcoin. Contudo, nos 12 meses seguintes a esses pleitos, o índice acionário nunca registrou retorno negativo desde 1939, com ganho médio de 19%. O Bitcoin avançou cerca de 54% nos três ciclos pós-midterms em que há registro.

Segundo analistas ouvidos pelo Cointelegraph, superar o nível de US$ 78 mil pode confirmar uma mudança de tendência mais ampla para o Bitcoin.

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