O comentarista econômico Larry Kudlow afirmou, em seu programa na Fox Business, que dois senadores democratas pré-candidatos à Presidência, Cory Booker (Nova Jersey) e Chris Van Hollen (Maryland), elaboram projetos que eliminariam a cobrança de Imposto de Renda sobre os primeiros US$ 75 mil de rendimento anual para a classe média.
Segundo reportagem citada por Kudlow, as propostas aumentariam a dedução padrão e criariam novos créditos, tornando a maior parte da renda de famílias nessa faixa salarial isenta de tributação. Em contrapartida, ambos os parlamentares sugerem elevações substanciais nas alíquotas aplicadas aos contribuintes de renda mais alta.
• Chris Van Hollen pretende instituir um sobretaxa escalonada que pode chegar a 12 pontos percentuais além dos percentuais atuais. Na prática, a alíquota máxima federal subiria para quase 50%. Em estados com carga tributária mais elevada, como Nova York ou Califórnia, a taxa combinada poderia ultrapassar 60%.
• Cory Booker propõe elevar as atuais faixas superiores, de 35% e 37%, para novos patamares de 41% e 43%.
Para Kudlow, as alíquotas propostas por Booker e Van Hollen são “confiscatórias” e desencorajariam trabalho e investimento, o que, na avaliação dele, resultaria em desaceleração econômica, aumento do desemprego e déficits maiores. O apresentador comparou a iniciativa ao corte generalizado de impostos aprovado pelo ex-presidente Donald Trump em 2024 e lembrou que o último presidente democrata a reduzir tributos foi John F. Kennedy, na década de 1960.
Imagem: Larry Kudlow FOXBusiness via foxbusiness.com
Kudlow observou que, embora a ideia de aliviar a carga sobre a classe média indique que alguns democratas deixaram de “demonizar” reduções tributárias, penalizar empreendedores e profissionais de alta renda contraria, segundo ele, a lógica da economia de oferta, que defende incentivos para produção e investimento.
O ex-assessor econômico da Casa Branca concluiu que “taxar menos gera mais atividade”, citando o famoso argumento de Kennedy de que “maré alta levanta todos os barcos”.