Agricultores norte-americanos enfrentam diesel mais caro antes do plantio de primavera

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MURFREESBORO, Tennessee – A escalada nos preços do diesel, impulsionada pela tensão no Oriente Médio, pressiona o orçamento de agricultores norte-americanos às vésperas do período de plantio de primavera, uma das fases mais intensivas em consumo de energia no campo.

Conflito afeta rota crucial de petróleo

Cerca de 20% do suprimento diário de petróleo mundial atravessa o Estreito de Ormuz, na costa do Irã. Após ataques dos Estados Unidos na região, o governo iraniano passou a ameaçar embarcações que cruzem o estreito sem autorização, travando o fluxo de petróleo e elevando os preços globais de combustíveis, inclusive nos Estados Unidos.

Impacto direto na fazenda

O produtor Will Hutchinson, que cultiva grãos no centro do Tennessee, afirma que o momento do conflito não poderia ser pior. Durante o plantio, ele queima cerca de 500 galões de diesel por dia; na colheita de outono, o consumo chega a 1.500 galões de diesel e 5.000 galões de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Para se proteger, Hutchinson mantém dois tanques que armazenam 20.000 galões de diesel e guarda 6.000 libras de GLP. Mesmo assim, teme que o estoque não dure caso os preços continuem avançando: “Se não houver uma solução nos próximos meses, vamos consumir essa reserva”, diz.

Diesel ultrapassa US$ 4,80 o galão

Na quarta-feira, o valor médio nacional do galão de diesel atingiu US$ 4,83, mais de um dólar acima do registrado há menos de um mês. Segundo Nick Ewen, diretor editorial do site The Points Guy, a tendência de alta pode permanecer por várias semanas mesmo após o fim do conflito. “Tudo depende da duração do impasse no Estreito de Ormuz”, explica.

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Imagem: Asher Redd FOXBusiness via foxbusiness.com

Custo em toda a cadeia

O combustível caro atinge os produtores em diferentes etapas: do funcionamento dos tratores ao transporte da safra. “Somos pressionados no campo e também para levar o produto ao mercado. Cada etapa usa diesel”, aponta Hutchinson.

Dependência externa em destaque

Dados da Administração de Informação sobre Energia mostram que, em 2023, mais de 75% das importações de petróleo dos EUA foram de petróleo cru, enquanto o país exportou mais de 4 milhões de barris de sua própria produção no mesmo ano. Para Hutchinson, a situação reforça a necessidade de ampliar a produção interna de energia para amortecer choques de preço.

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