Diesel teria alta de R$ 0,70 por litro sem ações do governo, afirma presidente da Petrobras

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Rio de Janeiro — A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou nesta sexta-feira (13) que o preço do diesel aumentaria R$ 0,70 por litro caso o governo federal não tivesse anunciado um conjunto de medidas para conter a valorização internacional do petróleo.

Um dia após o pacote ser apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a estatal comunicou reajuste de R$ 0,38 por litro nas distribuidoras. Segundo Chambriard, a diferença entre o valor aplicado e o potencial de R$ 0,70 se deve a um programa de subvenção que destina R$ 0,32 por litro à Petrobras.

“Se não houvesse a política do governo, estaríamos elevando o preço em R$ 0,70 e o consumidor arcaria integralmente com esse aumento”, afirmou a executiva.

Impacto ao consumidor

Com a combinação de reajuste e desoneração de impostos federais, o repasse previsto às distribuidoras é de R$ 0,06 por litro (R$ 0,38 menos R$ 0,32). Nos postos, o acréscimo tende a ser menor, pois a correção não incide sobre outros componentes do preço final.

Regulamentação pendente

A Petrobras já aprovou adesão ao programa de subvenção, mas a aplicação depende de regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). O órgão definirá preços de referência estaduais que funcionarão como teto para as empresas participantes; a relatoria está com o diretor Daniel Maia.

Financiamento via exportação

O subsídio será financiado por um novo imposto de 12% sobre exportações de petróleo, incluído no mesmo pacote. A taxa reduzirá a receita de produtoras que atuam no país, inclusive a própria Petrobras. Chambriard minimizou o impacto: “Vendíamos a US$ 60 o barril; agora, a US$ 100. Não vou reclamar de imposto”, declarou.

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Imagem: redir.folha.com.br

Abastecimento e produção

A presidente da estatal disse não ver risco de desabastecimento, posição sustentada por um comitê que se reuniu na terça-feira (10). Ela afirmou que a companhia está fornecendo 15% acima de suas cotas contratuais e adiou paradas de manutenção em refinarias para elevar a produção.

Importação privada e política de preços

Chambriard rebateu críticas de importadores que pedem aumento de preços para viabilizar compras externas: “Essas empresas ganham dinheiro há anos no mercado brasileiro. Surpreende essa reclamação”.

Por fim, garantiu que a política de preços da Petrobras permanece inalterada e que o reajuste anunciado segue a estratégia de evitar repassar volatilidade internacional ao mercado doméstico.

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