Conflito no Oriente Médio reduz aposta de corte na Selic para 0,25 ponto

Mercado Financeiro16 horas atrás8 Visualizações

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide a nova taxa Selic na próxima quarta-feira, 18 de março. A escalada da guerra no Oriente Médio, acompanhada pela disparada do petróleo, levou o mercado a revisar para baixo a expectativa de redução dos juros.

Expectativas do mercado

Segundo o Termômetro do Copom, ferramenta que acompanha as apostas embutidas nos contratos de opções negociados na B3, 50,3% dos investidores projetam um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic de 15% para 14,75% ao ano. Outros 30% acreditam em manutenção da taxa, 20,4% veem espaço para redução de 0,5 ponto e 0,6% apostam em ajuste de 0,75 ponto.

Na reunião anterior, em janeiro, o Copom manteve a Selic em 15% e sinalizou o início de um ciclo de cortes em março, “caso o cenário previsto se confirmasse”. Até a recente escalada do conflito, o consenso apontava para uma diminuição de 0,5 ponto.

Visão dos analistas

O Goldman Sachs passou a prever recuo mais contido, de 0,25 ponto, citando “dólar valorizado, curva de juros dos Estados Unidos mais achatada, aumento da aversão ao risco e condições financeiras mais restritivas” após o avanço das tensões geopolíticas. Para o banco, se não houvesse o choque de petróleo, o Copom provavelmente iniciaria o ciclo com 0,5 ponto de corte. A instituição também não descarta, ainda que com baixa probabilidade, a manutenção da taxa.

Petróleo pressiona inflação

O preço do barril voltou a se aproximar de US$ 100 com os ataques a navios e o risco de interrupções no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte da commodity. A alta encarece combustíveis como gasolina e diesel, eleva custos logísticos e de produção em diversos setores e tende a ser repassada ao consumidor.

No Brasil, a preocupação aumentou depois que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro subiu 0,70%, acima da mediana de 0,63% projetada pelo mercado. No Boletim Focus da semana passada, a estimativa para a Selic no fim de 2026 passou de 12% para 12,13%.

Com o cenário externo volátil e pressões inflacionárias renovadas, investidores acreditam que o Copom adotará postura mais cautelosa ao iniciar o ciclo de afrouxamento monetário.

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