BC brasileiro e Fed definem juros nesta quarta sob tensão provocada pela guerra no Irã

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoMercado Financeiro3 meses atrás112 Visualizações

O Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed) divulgam nesta quarta-feira (18) suas decisões sobre as taxas de juros, em um cenário marcado pelas incertezas econômicas geradas pelo conflito no Irã.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Nos Estados Unidos, o intervalo de referência permanece entre 3,5% e 3,75%. Nas reuniões de janeiro, ambas as autoridades monetárias optaram por manter os patamares anteriores. Os novos veredictos são aguardados para o fim da tarde.

Mercado dividido sobre a Selic

Em meio à chamada “superquarta”, analistas divergem sobre o rumo da taxa brasileira. Levantamento da Bloomberg com 30 casas mostra 19 projeções de corte de 0,25 ponto percentual, dez apostas em redução de 0,5 ponto e apenas uma indicação de manutenção em 15%.

Antes da escalada da guerra no Irã, a expectativa predominante era de corte de 0,5 ponto percentual.

Intervenção recorde do Tesouro

No Brasil, a semana foi marcada pela maior operação do Tesouro Nacional em títulos públicos em mais de dez anos. Com dois leilões realizados até terça-feira (17), o montante recomprado chegou a R$ 43,6 bilhões.

A medida visa reduzir a volatilidade da curva de juros, referência para as expectativas sobre a Selic. A atuação em semana de reunião do Copom não é comum, pois costuma levantar questionamentos sobre possível tentativa do governo de influenciar a percepção do mercado ao aliviar a pressão sobre as taxas.

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Imagem: redir.folha.com.br

Pressão do petróleo e impacto global

As tensões no Oriente Médio elevam o preço do petróleo, cotado acima de US$ 100 desde quinta-feira (12), fator que pode reforçar a inflação e limitar cortes de juros. O cenário pesa nas projeções para os bancos centrais.

No caso norte-americano, a ferramenta FedWatch calcula em 99,2% a probabilidade de manutenção dos juros nesta quarta-feira. O mercado estima que o Fed preserve o nível atual ao menos até julho, apesar das reiteradas pressões do presidente Donald Trump sobre Jerome Powell. O indicado para suceder Powell, Kevin Warsh, ainda aguarda sabatina no Senado e pode assumir em meados de maio.

Revisões de projeção

Entre as instituições que alteraram suas previsões para o Copom está a XP, que passou a projetar manutenção da Selic em 15%. Em nota, o economista-chefe Caio Megale afirma que “o fluxo de dados e notícias desde a última reunião do Copom piorou o cenário para a inflação”.

As decisões do Banco Central brasileiro e do Fed serão acompanhadas de perto pelos investidores, que buscam sinais sobre os próximos passos da política monetária diante de um ambiente global mais incerto.

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